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Redação corrigida

A cultura do abandono paterno no Brasil

Redação nota 760 sobre A cultura do abandono paterno no Brasil 760

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Seu texto apresenta uma boa estrutura sintática e um domínio satisfatório da norma culta. Não foram identificados desvios gramaticais graves que comprometam a fluidez. Continue atenta à pontuação para garantir a nota máxima.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 160 pontos

    Você compreendeu o tema perfeitamente e utilizou repertórios legitimados, como Hobbes e Freud. Para atingir os 200 pontos, é necessário que o uso desses repertórios seja ainda mais produtivo, conectando-os profundamente à discussão.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é claro e bem organizado. Os argumentos estão relacionados à tese, mas poderiam ser mais aprofundados com dados ou exemplos mais concretos para elevar a qualidade da sua autoria.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bons conectivos entre os parágrafos e frases. Para chegar aos 200 pontos, busque variar mais o seu vocabulário coesivo e evite repetições de palavras que podem ser substituídas por pronomes ou sinônimos.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    Sua proposta apresentou agente (Ministério da Justiça), ação (utilizar sistemas judiciais), meio (convênio) e efeito (minimizar a invisibilização). Faltou um detalhamento mais robusto para garantir os 200 pontos. Conte sempre os 5 elementos!

Texto da redação

"Ordem e Progresso" - lema oficial da bandeira nacional brasileira - aspira, para os positivistas, uma sociedade baseada na harmonia e na obediência, para que o desenvolvimento da sociedade seja alcançado. Diante do contexto brasileiro, é nítido o conflito entre a idealização e a prática ao se observar uma dinâmica social marcada pela cultura do abandono parental no Brasil, ao passo em que a maternidade solo vem para definir a falta incoerente das divisibilidades afetiva e financeira. Assim, deve-se discutir o papel do Estado na asseguração contínua de leis e na negligência familiar. A princípio, é preciso entender como o setor legislativo afeta a convivência e a saúde mental das chamadas mães solos e seus filhos. Para embasar essa ideia, Thomas Hobbes defende que, para garantir a segurança pública e evitar o caos, o Estado é responsável por assegurar o cumprimento de leis. Dessa forma, a ausência governamental implica, especialmente, na vulnerabilidade familiar, além de não oferecer o devido acolhimento, suporte e supervisão física e mental das famílias. Sendo assim, os órgãos administrativos devem agir com legitimidade para que o público supracitado seja tratado com responsabilidade e ressignifique a democracia brasileira. Ademais, se faz necessário notar como o descuido paterno contribui para a destituição familiar. Como exemplo, a expressão "foi comprar cigarro e nunca mais voltou", destaca a irresponsabilidade por parte dos pais que utilizavam da ida à estabelecimentos, para fugir e comprometer a sua paternidade. Na psicanálise, Freud explica, além de outros aspectos, que a presença paterna está ligada a consciência moral, autoestima e evita frustrações na vida adulta. Diante disso, o Estado deve testificar que a prática do abandono paterno não esteja interligada ao país e mantenha a ordem social. Portanto, medidas são imprescindíveis para erradicar lacunas referentes ao exercício do desamparo afetivo no Brasil. Diante do exposto, cabe ao Ministério da Justiça - quem tem por função defender a ordem jurídica e garantir o direito dos cidadãos - utilizar de sistemas judiciais e convênio a fim de buscar o reconhecimento do pai ausente. Além disso, juntamente com os agentes executivos do Brasil, democratizar a liberdade entre as mulheres que exercem seu papel na maternidade - seja unicamente, ou não - com o objetivo de minimizar a invisibilização desse tema, e, por conseguinte, a concretização do ideal "Ordem e Progresso" que fundamenta a República. Logo, será possível impedir a permanência de práticas como essas.

Feedback da correção

O texto analisa o abandono parental sob a ótica da falha estatal e da negligência familiar. Utiliza Hobbes e Freud para fundamentar a importância da responsabilidade estatal e do papel paterno, propondo a atuação do Ministério da Justiça para mitigar o problema.

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