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Redação corrigida

A persistência da violência contra a mulher no Brasil

Redação nota 880 sobre A persistência da violência contra a mulher no Brasil 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você escreve muito bem e com clareza. Apresentou poucos desvios gramaticais, mas fique atento à pontuação em períodos longos. Revisar o texto após escrever ajuda a identificar esses pequenos deslizes.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Texto nota dez na competência dois! Você abordou o tema completamente, usou um repertório legitimado e produtivo (Simone de Beauvoir) e manteve a estrutura dissertativa impecável do início ao fim.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é muito bom e organizado. Os argumentos seguem a tese, mas você pode aprofundar um pouco mais a análise crítica em alguns pontos para alcançar a nota máxima.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bem os conectivos, mas cuidado com a repetição de certas palavras. Tente usar sinônimos ou pronomes para deixar o texto mais dinâmico e evitar que ele fique cansativo.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 200 pontos

    Parabéns! Você incluiu todos os cinco elementos: agente (Ministério da Justiça/Educação), ação (fortalecer leis e campanhas), meio (escolas/mídias), efeito (conscientização) e detalhamento. Excelente proposta!

Texto da redação

Na série "Maid", a personagem Alex sofre violência doméstica e enfrenta diversos obstáculos para romper o ciclo de abusos. Fora da ficção, semelhante à realidade vivida por muitas mulheres brasileiras, evidenciando a persistência da violência contra a mulher na sociedade contemporânea, problemática que ainda afeta milhares de cidadãs. Nesse contexto, a negligência governamental das aplicações das leis de proteção feminina e a omissão social diante de casos de agressão que contribuem para esse cenário. Portanto, torna-se necessário discutir medidas capazes de combater as causas dessa decorrente violação dos direitos das mulheres. Em primeira análise, destaca-se a insuficiência das ações governamentais no combate à violência de gênero. Embora a Lei Maria da Penha represente um importante avanço na proteção das vítimas, sua aplicação ainda enfrenta falhas, dificultando denúncias e a efetiva punição dos agressores. Assim, a ineficiência estatal contribui para a continuidade desse cenário, como a demora no atendimento às denúncias e a falta de recursos responsáveis pela acolhida das vítimas. Desse modo, ressaltando que diversas mulheres permanecem desprotegidas e expostas a novos episódios de violência. Além disso, a omissão social fortalece a permanência desse problema. Segundo Simone de Beauvoir, em "O Segundo Sexo", a mulher foi historicamente colocada em posição de inferioridade. Dessa forma, muitos comportamentos machistas ainda são naturalizados, fazendo com que agressões sejam minimizadas ou até justificadas, como consequência, diversas vítimas deixam de denunciar seus agressores, por medo, vergonha ou falta de apoio, o que favorece a continuidade dessa conjuntura e dificulta sua erradicação. Portanto, torna-se indispensável combater a persistência da violência contra a mulher no Brasil. Para isso, o Ministério da Justiça, em parceria com Ministério da Educação, deve fortalecer a aplicação da Lei Maria da Penha e promover campanhas educativas sobre igualdade de gênero por meio das escolas, das mídias e das redes sociais. Essas ações têm como finalidade conscientizar a população e incentivar as vítimas. Assim, será possível reduzir a índices de violência e construir uma sociedade mais justa, segura e igualitária para mulheres.

Feedback da correção

O texto aborda a violência contra a mulher sob a ótica da falha na aplicação das leis estatais e da persistência da omissão social, fundamentada pelo conceito de inferioridade histórica da mulher, propondo intervenções educativas e institucionais.

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