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Redação corrigida

A persistência da violência contra a mulher no Brasil

Redação nota 880 sobre A persistência da violência contra a mulher no Brasil 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você escreve muito bem, mas houve pequenos deslizes de acentuação e uso de expressões prolixas. A estrutura sintática é boa, mas atente-se para não repetir erros gramaticais simples. Com atenção à norma culta, você chegará aos 200 pontos facilmente.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Parabéns! Você compreendeu perfeitamente o tema e os eixos da proposta. O uso de repertórios legitimados, pertinentes e produtivos (como Milton Santos e Yuval Harari) foi excelente. A estrutura dissertativa está completa e muito bem organizada.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e os argumentos são bem desenvolvidos. Há uma clareza notável na exposição das ideias, mas ainda falta um pouco mais de aprofundamento crítico em alguns pontos. Continue assim para alcançar a nota máxima.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bons conectivos interparágrafos, mas o excesso de repetições vocabulares impacta a fluidez. Tente diversificar seu vocabulário para evitar repetir o tema ou termos próximos várias vezes. O uso de operadores argumentativos está no caminho certo.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 200 pontos

    Sua proposta de intervenção está impecável! Você apresentou os 5 elementos (agente, ação, meio, efeito e detalhamento) de forma clara e objetiva. A proposta está totalmente alinhada ao que foi discutido no desenvolvimento do texto.

Texto da redação

O conceito de "cidadanias mutiladas" do importante geógrafo brasileiro Milton Santos explica explícita que a democracia só é efetiva quando atinge a totalidade do corpo social. Nessa perspectiva, é possível observar que a realidade hodierna brasileira se distancia desse ideal democrático, uma vez que grande parcela da sociedade, infelizmente, ainda enfrenta a persistência da violência contra a mulher no Brasil. Nesse modo, é essencial analisar os principais propulsores desse contexto adverso: o descaso governamental e o despreparo civil. É importante destacar, a princípio, que a inoperância estatal é um fato preponderante para a ocorrência da persistência da violência contra a mulher no Brasil. Esse cenário decorre do fato de que, assim como defendeu o economista americano Murray Rothbard, em sua maioria, os representantes governamentais ao se orientarem por um viés individualista e visarem a um retorno imediato de capital político, negligenciam a conservação de direitos sociais indispensáveis, na medida em que há falta de fiscalização estatal das medidas protetivas, o que provoca o aumento dos índices de feminicídio no Brasil. Logo, é notório que a omissão do Estado perpetua o deficitário acesso à plena cidadania no Brasil. Além disso, deve-se considerar que a persistência da violência contra a mulher no Brasil deriva ainda do despreparo da sociedade civil para lidar com o revés, uma vez que, mediante a ausência de uma formação adequada, grande parte dos indivíduos, conforme afirma o escritor israelense Yuval Harari, na obra "21 lições para o século XXI", não é capaz de perceber os reais problemas do mundo. Esse fator favorece a adoção de uma postura passiva e apática diante da reflexão como o caso histórico de Maria da Penha, marcado pela negligência governamental que perpetua a vulnerabilidade das vítimas e, assim, é primordial uma intervenção que vise à alteração desse quadro. É evidente, portanto, a necessidade de se combater a persistência da violência contra a mulher no Brasil. Para tanto, o Ministério Público - órgão responsável pela defesa dos interesses sociais - deve, por meio da fiscalização da fiel observância da Constituição, pressionar o Estado no que se refere à garantia da cidadania, a fim de que o bem-estar social seja ampliado a toda a população. Ademais, as instituições escolares públicas e privadas devem, por intermédio de aulas, palestras e seminários, instruir a comunidade escolar acerca da importância da empatia em relação aos problemas sociais, com o objetivo de minimizar a conduta indiferente e individualista de parte da sociedade. Assim, o ideal do geógrafo Milton Santos poderá ser, de fato, uma realidade no País.

Feedback da correção

O aluno defende que a persistência da violência contra a mulher decorre do descaso estatal e do despreparo da sociedade civil. Utiliza Milton Santos, Murray Rothbard e Yuval Harari para fundamentar a tese de que a democracia só é plena quando todos os direitos são garantidos e a educação promove empatia.

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