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Redação corrigida

a necessidade de adaptação socioeconômica frente às mudanças climáticas no brasil

Redação nota 920 sobre a necessidade de adaptação socioeconômica frente às mudanças climáticas no brasil 920

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Seu texto apresenta um excelente domínio da norma culta da língua portuguesa. Não foram identificados desvios gramaticais ou de sintaxe. A estrutura das frases está muito bem construída e fluida. Continue mantendo esse nível de atenção na revisão final.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você compreendeu perfeitamente a proposta e o tema. O texto é dissertativo-argumentativo, possui as três partes estruturais e apresenta repertórios legitimados, pertinentes e aplicados de forma produtiva ao tema proposto.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    O projeto de texto é estratégico e muito bem desenvolvido. As informações e argumentos apresentados possuem autoria clara e estão organizados de forma lógica. Não há falhas no desenvolvimento da sua linha de raciocínio principal.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    Você utiliza uma excelente variedade de conectivos, tanto inter quanto intraparágrafo, garantindo a coesão do texto. Não há repetições vocabulares que prejudiquem a fluidez da leitura. O uso de operadores argumentativos está impecável.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    Sua proposta de intervenção apresentou o agente (Governo Federal), a ação (ampliar políticas), o meio (investimentos em habitação/saneamento) e o detalhamento. Faltou um efeito mais explícito e detalhado sobre o resultado esperado a longo prazo.

Texto da redação

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30), realizada em Belém/PA, evidencia a urgência mundial pela criação de estratégias de enfrentamento ao aquecimento global. Entretanto, no Brasil, a necessidade de adaptação socioeconômica frente às mudanças climáticas ainda representa um grande desafio, visto que os impactos ambientais atingem de maneira desigual diferentes parcelas da população. Nesse contexto, o racismo ambiental e a insuficiência de políticas públicas configuram-se como obstáculos para a construção de uma adaptação climática justa e inclusiva no território nacional. Sob essa perspectiva, o sociólogo Robert Bullard, ao desenvolver o conceito de racismo ambiental, evidencia que os impactos ambientais não são distribuídos de maneira igualitária, atingindo principalmente grupos socialmente marginalizados. No contexto brasileiro, essa realidade manifesta-se pela ocupação de áreas de risco por parcelas vulneráveis da população negra, consequência da desigualdade econômica e da segregação socioespacial. Assim, enquanto grupos privilegiados possuem maior capacidade de adaptação diante dos eventos climáticos extremos, comunidades historicamente excluídas permanecem expostas a enchentes e deslizamentos, evidenciando que a crise ambiental também é resultado de injustiças sociais. Além disso, a permanência dessa situação revela uma atuação insuficiente do poder público diante das populações afetadas. Nesse sentido, o filósofo Achille Mbembe, por meio do conceito de necropolítica, aponta que as estruturas de poder determinam quais vidas recebem proteção e quais permanecem vulneráveis. Dessa forma, a ausência de investimentos adequados em infraestrutura, saneamento e prevenção de desastres nos territórios ocupados por grupos marginalizados contribui para a manutenção de uma lógica em que determinadas comunidades são constantemente expostas aos efeitos mais severos das mudanças climáticas. Portanto, é necessário combater o racismo ambiental no Brasil. Para isso, o Governo Federal, por meio dos Ministérios das Cidades, do Meio Ambiente e da Igualdade Racial, deve ampliar políticas de adaptação climática nas áreas vulneráveis, através de investimentos em habitação segura, saneamento e prevenção de desastres, com base em estudos técnicos e participação comunitária. Assim, será possível reduzir desigualdades históricas e garantir que a proteção ambiental alcance todos os grupos sociais.

Feedback da correção

O texto aborda o desafio da adaptação climática no Brasil, enfatizando como o racismo ambiental e a omissão estatal perpetuam a vulnerabilidade de grupos marginalizados diante de desastres.

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