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Redação corrigida

Bullying

Redação nota 920 sobre Bullying 920

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Seu domínio da norma culta é excelente. O texto não apresenta desvios gramaticais significativos, demonstrando um ótimo controle da estrutura sintática e das regras da escrita formal. Mantenha esse nível de atenção na revisão!

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você compreendeu o tema perfeitamente e aplicou conceitos de diversas áreas de forma produtiva. A estrutura dissertativa-argumentativa está impecável, com introdução, desenvolvimento e conclusão bem demarcados. Parabéns pelo uso do repertório legitimado!

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e muito claro. As informações e argumentos estão muito bem organizados, apresentando autoria e aprofundamento. Você conseguiu defender seu ponto de vista de forma lógica e convincente durante todo o texto.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bem os mecanismos de coesão, mas pode variar mais os conectivos dentro dos parágrafos. A repetição de algumas palavras pode ser evitada com o uso de pronomes ou sinônimos. Continue focando na fluidez entre as frases.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    Sua proposta de intervenção é muito boa, mas faltou um detalhamento mais específico em um dos elementos para garantir os 200 pontos. Você apresentou agente, ação, meio e efeito, faltando um detalhamento mais rico.

Texto da redação

O filme *Extraordinário* retrata a história de um menino que enfrenta preconceito e bullying na escola devido à sua aparência física. Ao longo da narrativa, percebe-se como atitudes de desrespeito afetam profundamente a autoestima, o desenvolvimento e a convivência social da vítima. Assim como ocorre na obra cinematográfica, essa realidade também está presente em muitas escolas brasileiras, apesar da criação da Lei nº 14.811/2024, que alterou o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente para fortalecer o combate ao bullying e ao cyberbullying. Nesse contexto, percebe-se que a permanência desse problema está relacionada à negligência familiar e ao despreparo de parte dos profissionais da educação, tornando indispensável a atuação do Estado diante dessa problemática. Em um primeiro momento, é necessário compreender a relação entre a negligência familiar e a continuidade do bullying nas instituições de ensino. Para fundamentar essa ideia, o filósofo John Locke defendia que o comportamento humano é influenciado pelas experiências vividas ao longo da vida. Dessa forma, entende-se que a família exerce papel essencial na formação dos valores de respeito, empatia e convivência. Entretanto, quando os responsáveis deixam de orientar seus filhos sobre a importância de respeitar as diferenças, muitos jovens passam a reproduzir comportamentos agressivos contra os colegas. Por conseguinte, o bullying torna-se cada vez mais frequente, causando impactos psicológicos e emocionais nas vítimas. Diante disso, o Estado deve promover campanhas de conscientização voltadas às famílias, incentivando a educação baseada no respeito e na tolerância. Sob outra ótica, a falta de preparo de parte dos profissionais da educação também contribui para a permanência desse problema. Para isso, o educador Paulo Freire defendia que a escola deve ser um espaço de acolhimento, diálogo e formação cidadã. Contudo, em muitas instituições, funcionários e educadores não recebem capacitação suficiente para identificar, prevenir e combater casos de bullying, permitindo que situações de violência sejam tratadas como simples brincadeiras. Como consequência, muitas vítimas permanecem em silêncio, desenvolvem problemas emocionais e têm seu rendimento escolar prejudicado. Frente a isso, torna-se indispensável que o poder público invista na capacitação contínua dos profissionais da educação para lidar de forma eficaz com essas situações. Em suma, conclui-se que o bullying nas escolas permanece como um desafio que compromete o desenvolvimento de milhares de estudantes brasileiros. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de ensino, promover cursos de capacitação para professores e demais funcionários escolares, além de desenvolver campanhas educativas direcionadas às famílias e aos alunos sobre respeito às diferenças e cultura de paz, utilizando palestras, projetos pedagógicos e acompanhamento psicológico. Desse modo, será possível reduzir os casos de bullying nas escolas e construir um ambiente escolar mais seguro, acolhedor e respeitoso para todos.

Feedback da correção

O aluno analisa o bullying escolar sob a ótica da negligência familiar e do despreparo docente, utilizando repertórios socioculturais para fundamentar a necessidade de uma intervenção estatal baseada na capacitação profissional e conscientização.

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