myMentor — Correção com IA para ENEM e Concursos

O myMentor é uma plataforma de correção com IA para redação ENEM e discursiva de concursos. Receba nota por competência ou critério da banca, diagnóstico personalizado e plano de evolução. Comece grátis.

FAUGT DEVELOPMENT LTDA — CNPJ 44.501.136/0001-50

O myMentor não possui vínculo oficial com o INEP, ENEM, bancas examinadoras ou órgãos governamentais.

Redação corrigida

Caminhos para combater a automedicação no Brasil

Redação nota 840 sobre Caminhos para combater a automedicação no Brasil 840

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você domina a norma culta, mas houve alguns pequenos deslizes de pontuação e concordância. Lembre-se de revisar o texto para evitar períodos truncados entre orações. Com atenção redobrada, chegará aos 200 pontos facilmente.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Excelente uso de repertórios legitimados, pertinentes e produtivos, como Geertz e Byung-Chul Han. O tema foi abordado de forma completa e estruturada, demonstrando total compreensão da proposta redacional do ENEM.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é claro e bem organizado. Para atingir os 200 pontos, busque aprofundar um pouco mais a análise crítica dos argumentos, evitando que algumas partes soem apenas expositivas. Você está no caminho certo!

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bons conectivos, mas há espaço para maior variação vocabular para evitar repetições. A coesão entre os parágrafos está bem estabelecida, garantindo que o texto flua de maneira lógica e coerente ao leitor.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    A proposta está muito boa! Você apresentou agente, ação, meio, efeito e detalhamento. Notei que o detalhamento foi aplicado, mas para garantir nota máxima com segurança, tente detalhar ainda mais o 'como' da ação de forma específica.

Texto da redação

Segundo o antropólogo Clifford Geertz, a cultura é formada por práticas compartilhadas muitos comportamentos não são resultado de uma decisão racional, mas sim de hábitos que são vistos como normais. Assim, no Brasil, em que parte da população sofre com a desinformação, é visto o uso de medicamento sem orientação médica. Dessa maneira, é evidente dois grandes problemas nesse contexto, que são a cultura da automedicação e as barreiras estruturais que resultam no uso inadequado de medicamentos. Em primeira análise, é necessário discutir como a superprodutividade está ligada diretamente com a cultura da automedicação no contexto atual, a sociedade valoriza de maneira exagerada, a produção excessiva, Byung Chul Han, filósofo contemporâneo, explica isso em "Sociedade do Cansaço", Han afirma que vivemos em uma era na qual o cansaço é visto como responsabilidade individual. Desse forma, parte da população tende a crer que apenas o esforço é necessário, e assim iniciando uma busca excessiva pelo sucesso. Porém, quando a pressão por resultados ultrapassa os limites, torna-se algo não saudável, em que as pessoas largam os necessários básicos como dormir e se alimentar bem. Com isso, é automático que a produção que estava sendo feita, decaia por questões de saúde, logo, com a pressão constante, o indivíduo busca soluções rápidas para seu problema. Consequentemente, a automedicação passa a ser socialmente naturalizada. Ademais, é fundamental analisar as barreiras estruturais que contribuem para a permanência da automedicação. Nesse sentido, a comunicação institucional tem papel fundamental, porém, feita de maneira errônea, pode causar danos graves. Esse cenário foi visto na pandemia do covid 19, em que manifestações de autoridades governamentais faziam indicação de medicamentos sem eficácia comprovada contra o vírus. Por conseguinte, o uso de medicamentos com eficácia comprovada aumentou riscos à saúde e retardou a busca por tratamento adequado. Assim, torna-se indispensável que as informações divulgadas à população sejam fundamentadas em evidências científicas. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas de conscientização sobre a automedicação, por meio de palestras em escolas e em ambientes de trabalho de alta cobrança. Somado a isso, é necessário também a melhoria na comunicação institucional, por meio de mais transparência nas informações, e de aproximação com os profissionais de saúde, colocando eles como fonte de divulgação para a população. Desse modo, a diminuição da automedicação é viável, e a desinformação será combatida.

Feedback da correção

O texto aborda a automedicação como reflexo de uma cultura de produtividade excessiva e falhas na comunicação governamental. O aluno utiliza conceitos filosóficos para sustentar a tese de que tanto fatores psicológicos quanto estruturais perpetuam o uso indevido de fármacos, concluindo com uma proposta de intervenção focada em educação e transparência institucional.

Tema relacionado

Caminhos para combater a automedicação no Brasil