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Redação corrigida

caminhos para reduzir atos infracionais cometidos por adolescentes

Redação nota 640 sobre caminhos para reduzir atos infracionais cometidos por adolescentes 640

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você apresenta uma boa estrutura sintática, com poucos desvios gramaticais. O texto é compreensível e segue a norma culta. Para chegar aos 200, evite repetições lexicais e refine a pontuação em frases mais longas.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você abordou o tema de forma completa, utilizando repertórios legitimados (Durkheim, Cidade de Deus, Bourdieu) e produtivos. A estrutura dissertativa-argumentativa está respeitada com as três partes essenciais do texto.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    O projeto de texto é claro e organizado, mas os argumentos ainda podem ser mais aprofundados. A relação entre a marginalização e o ato infracional é bem estabelecida, mas evite conclusões muito óbvias no final dos parágrafos.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    Você apresentou o agente, a ação, o meio e o efeito, mas o detalhamento não está claramente vinculado a um elemento de forma explícita. Garanta que o detalhamento seja uma informação extra sobre o agente ou a ação.

Texto da redação

Émile Durkein, sociólogo, afirma que a fragilidade no sistema contribui para a execução de comportamentos desviantes. Na atualidade, os jovens brasileiros praticam diversos crimes, que são motivados por causa da marginalização dos jovens, juntamente com a falta de inserção dos jovens periféricos nas escolas. Dessa maneira, torna-se imprescindível que haja uma resolução para esse problema que assola a sociedade e impede seu desenvolvimento. De início, a marginalização dos jovens fomenta a permanência do entrave. Nessa ótica, o filme "Cidade de Deus", que se passa na periferia, homens traficantes aliciam crianças a participarem de tráficos, assassinatos e roubos para serem inseridos em um grupo. Desse modo, isso também ocorre no contexto atual, em que diversos jovens são inseridos desde cedo no mundo dos crimes, sendo influenciados a cometerem infrações, e na maioria das vezes eles fazem tais atos por necessidade financeira, causado pela situação de pobreza em que o adolescente está inserido. Nessa ótica, o sociólogo Jean Pierre Bourdieu afirma que certos problemas tendem a permanecer na sociedade, porque o cidadão não questiona a realidade na qual está inserido, fazendo com que atos infracionais como esse continuem acontecendo. Segundamente, a exclusão dos jovens periféricos nas escolas é outro impulsionador do índice. Na antiguidade, mais precisamente durante a era do Mobral da Ditadura, diversos jovens eram forçados a trabalhar mais cedo ao invés de estudar, e somente uma parcela de crianças tinham direito à educação. Na atualidade, isso se perpetua de maneira diferente, em que, apesar de existir ensino público e incentivos financeiros, isso não impede que esse público tenha contato com violência da comunidade em que ele vive, e também não bloqueia sua exclusão por parte dos colegas, que os julgam por causa de suas condições financeiras, levando-os a praticarem crimes e recorrerem a meios ilegais para conseguirem o que eles querem. Urge, portanto, medidas para combater o problema. Cabe ao Parlamento, juntamente ao Ministério da Educação, por meio de uso das verbas da União, promoverem a ampliação das escolas cívico-militares nas áreas fragilizadas, e a promoção de campanhas socioeducativas que mostrem o risco da marginalização, para que ocorra a diminuição da violência nas comunidades, e para que os alunos se conscientizem na proporção do problema. Espera-se, portanto, que com a execução das propostas, o Brasil seja um país menos violento, e que os comportamentos desviantes citados por Émile Durkein diminua.

Feedback da correção

O aluno foca na marginalização social e na exclusão escolar como principais causas dos atos infracionais, utilizando Durkheim e Bourdieu para sustentar a tese de que a falta de suporte institucional perpetua o ciclo de violência.

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