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Redação corrigida

Caminhos para combater a cultura da misoginia na sociedade brasileira

Redação nota 960 sobre Caminhos para combater a cultura da misoginia na sociedade brasileira 960

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Seu texto apresenta uma boa estrutura sintática, mas há pequenos desvios gramaticais e de concordância que impedem a nota 200. Fique atento à concordância verbal e evite o uso de expressões prolixas.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Excelente abordagem do tema e uso das três partes do texto. Você trouxe repertórios legitimados, pertinentes e aplicou-os de forma muito produtiva durante todo o seu desenvolvimento.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e muito claro. As informações e argumentos estão muito bem articulados, demonstrando autoria e uma progressão lógica impecável entre os parágrafos.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    Você utiliza uma excelente variedade de conectivos inter e intraparágrafos. O texto flui muito bem e não apresenta repetições vocabulares que prejudiquem a leitura ou a coesão geral.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 200 pontos

    Parabéns! Sua proposta de intervenção contém os 5 elementos exigidos: agente (Estado/Governo/MEC), ação (investimento/atividades), meio (hospitais/escolas), efeito (segurança/combate à desigualdade) e detalhamento.

Texto da redação

Historicamente, pode-se dizer que os efeitos do machismo na atualidade teve seu início na Grécia Antiga, sobretudo na cidade-estado de Esparta. Na canção "Mulheres de Atenas", de Chico Buarque, o cantor-compositor denuncia a desigualdade de gênero e a supremacia masculina existente naquela época ao falar sobre submissão aos homens, realização de atividades domésticas e servidão sexual. No hodierno cenário brasileiro, a ideologia machista e misógina, consolidada na Antiguidade e entendida como base cultural na Grécia Antiga, perpetua-se com o descumprimento de leis relativas às mulheres por meio da violência física e sexual, de discursos de ódio e da prática de feminicídio. Primeiramente, entende-se que a valorização de ideais generacionais relacionados aos papéis de gênero interferem na evolução da sociedade como um todo, de modo que, ao longo do tempo, princípios e concepções são remodelados. No filme "Barbie", da atriz e roteirista Greta Gerwig, de 2023, retrata-se a vida de uma boneca, criada para ser um exemplo para garotas desde a infância, que explora seus sentimentos e a vida além de tudo que conhecia após não mais se encaixar no estereótipo de "mulher ideal". Porém, fora do mundo cinematográfico, é notório que muitas mulheres não conseguem escapar de ambientes de hostilidade, uma vez que, atualmente, diversas tornaram-se vítimas de homicídio por seus parceiros, antigos parceiros ou até mesmo seus genitores. Sob essa ótica, entender a relação entre mulheres e homens na sociedade patriarcal faz-se necessário. Para fundamentar essa ideia, a escritora francesa Simone de Beauvoir, em seu livro "O Segundo Sexo", afirma que mulheres representam o negativo, enquanto homens representam o positivo e o neutro. Essa citação torna-se verdadeira ao corresponder a forma como pessoas do sexo feminino são comumente tratadas por indivíduos de gênero masculino. Adicionando a afirmação ao cenário contemporâneo da nação verde-amarela, torna-se imprescindível a criação de meios que possam atenuar os efeitos do machismo e da misoginia no Brasil nas conexões entre seres humanos. Desse modo, a fim de mitigar o paradigma da violência contra a mulher e fortalecer a segurança de todas as cidadãs brasileiras, cabe ao Estado investir em hospitais públicos feitos exclusivamente para o cuidado de mulheres e meninas, sobretudo aquelas em situações de fragilidade. Além disso, é importante que o Governo Federal, em união ao Ministério da Educação (MEC) e a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), promova atividades lúdicas sobre respeito e educação sexual em creches em escolas, onde o respeito e a educação sexual possam ser ensinados com melhor abordagem. Assim, conclui-se que, por meio dessas realizações, a população feminina brasileira estará mais segura e homens de futuras gerações estarão mais aptos a combater ideais de desigualdade de gênero e o feminicídio.

Feedback da correção

A redação analisa a raiz histórica da misoginia, conectando-a à Grécia Antiga. O aluno utiliza o filme 'Barbie' e a obra de Simone de Beauvoir para argumentar sobre a perpetuação de estereótipos, propondo intervenções focadas no papel do Estado e da educação.

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