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Redação corrigida

Desafios para combater o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados no Brasil

Redação nota 920 sobre Desafios para combater o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados no Brasil 920

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você escreve muito bem! O desvio apontado é leve e não prejudica a compreensão. A estrutura sintática é sólida, mas um pouco mais de atenção aos detalhes gramaticais garantirá os 200 pontos.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Excelente domínio! Você abordou o tema completamente, utilizou as três partes do texto e apresentou repertórios legitimados e produtivos, como a 'Revolução Neolítica' e 'Ilha das Flores'.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e muito bem executado. As informações estão organizadas de forma lógica e você defendeu seu ponto de vista com clareza e autoria em todo o texto.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bons conectivos, mas precisa diversificar um pouco mais para evitar repetições. O uso de operadores argumentativos entre parágrafos está correto e mantém a fluidez do texto.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 200 pontos

    Parabéns! Sua proposta contém os 5 elementos exigidos: agente, ação, meio, efeito e detalhamento. Está completa e muito bem articulada com os problemas discutidos ao longo do texto.

Texto da redação

Durante a Revolução Neolítica, a humanidade desenvolveu a agricultura e a domesticação de animais, garantindo a subsistência por meio do consumo de alimentos naturais e frescos. Todavia, a lógica contemporânea no Brasil distorce esse princípio fundamental, haja vista o crescimento alarmante e o consumo excessivo de produtos ultraprocessados no cotidiano da população. Diante disso, essa inversão alimentar gera graves desafios à saúde pública, perpetuados tanto pela publicidade abusiva das indústrias alimentícias quanto pela vulnerabilidade socioeconômica das famílias brasileiras. Primeiramente, cabe destacar que a publicidade maçante das indústrias alimentícias atua como um vetor central desse problema. Sob essa ótica, a Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, consolidou a lógica de produção em massa e a padronização de mercadorias, o que passou a exigir do mercado alimentício investimentos substanciais em ferramentas visuais persuasivas para forçar o escoamento dos estoques. Como reflexo, o apelo abusivo das empresas atualmente induz o consumo exacerbado de ultraprocessados em detrimento do bem-estar social, omitindo a importância de alimentos saudáveis nas refeições. Em segundo lugar, a vulnerabilidade socioeconômica de diversas famílias no Brasil impulsiona a escolha por alimentos ultraprocessados. Conforme ilustrado no documentário “Ilha das Flores”, camadas mais pobres da sociedade enfrentam restrições ao acesso à alimentação de qualidade devido à escassez ou ausência de renda. Nesse sentido, a disparidade de preços entre alimentos nutritivos e industrializados valoriza o consumo destes últimos, tendo em vista que a acessibilidade financeira deles empurra as classes médias e baixas para uma dieta nociva e repetitiva. Portanto, medidas são urgentes para mitigar os entraves associados ao consumo excessivo de ultraprocessados no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pelas políticas de bem-estar nutricional, em parceria com o Poder Legislativo, regulamentar a publicidade desses produtos e subsidiar alimentos saudáveis. Essa ação deve ocorrer por meio de leis que limitem anúncios comerciais na mídia e concedam isenção fiscal sobre produtos naturais para famílias de baixa renda, reduzindo o apelo industrial e democratizando o acesso à nutrição de qualidade. Dessa forma, o país poderá resgatar a valorização dos alimentos frescos iniciada no Neolítico e garantir um futuro mais saudável para a população.

Feedback da correção

A redação aborda o consumo de ultraprocessados relacionando a publicidade abusiva e a vulnerabilidade socioeconômica das famílias brasileiras, propondo intervenções via regulação estatal e subsídios.

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