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Redação corrigida

Caminhos para combater a cultura da misoginia na sociedade brasileira

Redação nota 720 sobre Caminhos para combater a cultura da misoginia na sociedade brasileira 720

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você tem um bom domínio da norma culta, mas houve deslizes de concordância e ortografia. Lembre-se de revisar frases como 'efeitos... teve' para 'efeitos... tiveram'. Atenção aos pequenos erros de digitação também!

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Excelente! Você abordou o tema completamente, utilizou repertórios legitimados, pertinentes e, o melhor de tudo, fez um uso produtivo deles ao longo de todo o texto. Continue assim!

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    O projeto de texto é estratégico e bem articulado. Seus argumentos são consistentes, mas poderiam ser um pouco mais aprofundados em alguns pontos para que a autoria ficasse ainda mais evidente.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bons conectivos, mas cuidado com a repetição de algumas estruturas. Tente variar mais o vocabulário para evitar que o texto pareça um pouco repetitivo em certas passagens.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 40 pontos

    Identifiquei apenas um elemento completo (ação/agente). Faltou detalhar melhor as ações, explicar o meio de forma mais clara e garantir que o efeito esperado esteja explícito e vinculado à proposta.

Texto da redação

Historicamente, pode-se dizer que os efeitos do machismo na atualidade teve seu início na Grécia Antiga, sobretudo na cidade-estado de Esparta. Na canção "Mulheres de Atenas", de Chico Buarque, o cantor-compositor denuncia a desigualdade de gênero e a supremacia masculina existente naquela época ao falar sobre submissão aos homens, realização de atividades domésticas e servidão sexual. No hodierno cenário brasileiro, a ideologia machista e misógina, consolidada na Antiguidade e entendida como base cultural na Grécia Antiga, perpetua-se com o descumprimento de leis relativas às mulheres por meio da violência física e sexual, de discursos de ódio e da prática de feminicídio. Primeiramente, entende-se que a valorização de ideais generacionais relacionados aos papéis de gênero interferem na evolução da sociedade como um todo, de modo que, ao longo do tempo, princípios e concepções são remodelados. No filme "Barbie", da atriz e roteirista Greta Gerwig, de 2023, retrata-se a vida de uma boneca, criada para ser um exemplo para garotas desde a infância, que explora seus sentimentos e a vida além de tudo que conhecia após não mais se encaixar no estereótipo de "mulher ideal". Porém, fora do mundo cinematográfico, é notório que muitas mulheres não conseguem escapar de ambientes de hostilidade, uma vez que, atualmente, diversas tornaram-se vítimas de homicídio por seus parceiros, antigos parceiros ou até mesmo seus genitores. Sob essa ótica, entender a relação entre mulheres e homens na sociedade patriarcal faz-se necessário. Para fundamentar essa ideia, a escritora francesa Simone de Beauvoir, em seu livro "O Segundo Sexo", afirma que mulheres representam o negativo, enquanto homens representam o positivo e o neutro. Essa citação torna-se verdadeira ao corresponder a forma como pessoas do sexo feminino são comumente tratadas por indivíduos de gênero masculino. Adicionando a afirmação ao cenário contemporâneo da nação verde-amarela, torna-se imprescindível a criação de meios que possam atenuar os efeitos do machismo e da misoginia no Brasil nas conexões entre seres humanos. Portanto, com intuito de mitigar o paradigma da violência contra a mulher, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), promover políticas públicas em creches e escolas, onde professores eduquem crianças e jovens sobre respeito e educação sexual por meio de atividades lúdicas e da leitura. Além disso, em união ao Ministério da Mulher, o Estado deve também investir na criação de hospitais gratuitos para o tratamento exclusivo de mulheres e meninas em situações de fragilidade, como mulheres transexuais, vítimas de violência física e/ou sexual e moradoras de rua. Assim, conclui-se que, por meio dessas realizações, crianças, adolescentes e mulheres brasileiras mais seguras.

Feedback da correção

O aluno analisa a misoginia sob uma perspectiva histórica, utilizando o filme 'Barbie' e a obra de Simone de Beauvoir para discutir a necessidade de políticas públicas educacionais e de saúde como meio de mitigar a violência contra a mulher no Brasil contemporâneo.

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