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Redação corrigida

Cultura, territórios e identidades na era digital

Redação nota 400 sobre Cultura, territórios e identidades na era digital 400

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 120 pontos

    Sua escrita é fluida e correta gramaticalmente, o que é ótimo. No entanto, o nível de formalidade exigido pelo ENEM é maior, evitando traços de oralidade e diálogos diretos.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 40 pontos

    O texto apresenta fuga ao gênero dissertativo-argumentativo, focando em uma narrativa. Por isso, a nota é baixa, pois não atende ao requisito principal de dissertar sobre o tema proposto.

  • Competência 3 — argumentação: 40 pontos

    Não há um projeto de texto estratégico. As informações estão organizadas para contar uma história, sem desenvolver uma argumentação lógica que defenda um ponto de vista específico.

  • Competência 4 — coesão textual: 120 pontos

    Você utiliza alguns conectivos, mas eles servem apenas para a sequência narrativa. É necessário usar operadores argumentativos que liguem ideias e parágrafos de forma crítica.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 80 pontos

    A proposta não segue o formato técnico exigido. Faltam elementos essenciais como agente executor, meio/modo de execução e detalhamento claro da ação para resolver o problema apresentado.

Texto da redação

Em uma festa de aniversário, enquanto a família comemorava, dançava, sorria e se divertia, havia um garotinho sentado no canto da sala, deslizando o dedo pela tela do celular. Entre notícias e vídeos de humor, apareceu um vídeo mostrando a cultura de uma cidade vizinha: Penedo. Nas imagens, apareciam as igrejas centenárias, o museu, o centro histórico, as festas populares, o artesanato e a rica gastronomia da cidade. Naquele instante, sua avó aproximou-se para chamá-lo a participar da comemoração. Antes de dizer qualquer coisa, ela também observou o vídeo por alguns segundos. Enquanto assistia, recordou-se das muitas experiências que viveu conhecendo a cultura de Alagoas. Lembrou das viagens em família, das festas tradicionais, das histórias contadas pelos mais velhos e do orgulho que sempre sentiu de suas raízes. Com um sorriso, ela disse ao neto: — Realmente, a tecnologia evoluiu. Hoje ela nos permite conhecer lugares, histórias e tradições sem sair de casa. Mas nada substitui a emoção de viver tudo isso pessoalmente. Caminhar pelas ruas, conversar com as pessoas, experimentar a comida típica e sentir a energia de cada lugar é uma experiência única. O garoto ouviu cada palavra com atenção. Pela primeira vez, percebeu que aquele vídeo era apenas uma pequena janela para um mundo muito maior. A curiosidade tomou conta de seu olhar. A avó, então, fez um convite: — Que tal, no próximo fim de semana, fazermos uma viagem em família para conhecer esses lugares de perto? Tenho certeza de que você vai descobrir que nossa cultura é ainda mais bonita quando vivida de verdade. O menino sorriu, guardou o celular no bolso e respondeu que adoraria conhecer Penedo e outras cidades de Alagoas. Antes de pensar na viagem, porém, levantou-se para cantar os parabéns ao lado da família. Naquele momento, ele entendeu que a era digital é uma grande aliada para divulgar e preservar a cultura, mas que são as experiências vividas, as pessoas e os territórios que mantêm viva a identidade de um povo. Afinal, nenhuma tela consegue substituir as memórias construídas ao lado de quem amamos.

Feedback da correção

O aluno utilizou uma narrativa ficcional para abordar a importância das experiências presenciais na preservação cultural, comparando-as com o acesso digital, mas sem estruturar o texto como dissertação.

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