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Redação corrigida

Desafios para a formação educacional de pessoas neurodivergentes no contexto brasileiro

Redação nota 680 sobre Desafios para a formação educacional de pessoas neurodivergentes no contexto brasileiro 680

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você apresenta boa estrutura sintática, com poucos desvios gramaticais. O texto é legivel e organizado, mas preste atenção na escolha lexical para evitar termos que contradizem o tema, como ocorreu com 'neurotípicos'.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 120 pontos

    O tema foi abordado, mas houve uma confusão conceitual grave ao usar 'neurotípicos' no lugar de 'neurodivergentes'. Isso demonstra um entendimento limitado dos conceitos centrais da proposta, o que trava sua nota nesta competência.

  • Competência 3 — argumentação: 120 pontos

    Seu projeto de texto apresenta falhas na organização. Os argumentos são expostos, mas não são aprofundados com a clareza necessária. Você precisa conectar melhor a lei citada com a realidade prática do problema escolar.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza operadores argumentativos, o que é muito bom! No entanto, existem repetições vocabulares que podem ser evitadas com o uso de sinônimos. Tente variar mais o vocabulário para enriquecer a coesão do seu texto.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    Sua proposta de intervenção apresenta agente (MEC), ação (fornecer suporte), e meio (capacitação). Faltou um detalhamento mais robusto e um efeito mais específico para garantir os 200 pontos. Você tem 3 elementos presentes.

Texto da redação

O avanço da medicina e psicologia melhorou a compreensão do que são pessoas com neurodivergências, com isso, trouxe luz aos diversos desafios enfrentados por elas. Entre esses desafios alguns deles aparecem durante o processo de formação educacional, com maiores dificuldades ao aprendizado em relação aos outros alunos, dificuldades na socialização e até necessidades especiais e individuais. Infelizmente, no Brasil, diversas escolas não possuem meios para atender totalmente essas crianças, contudo, é obrigação do Estado prover as ferramentas para incluí-las, já as escolas são obrigadas a trabalhar com os recursos disponíveis para alcançar esse objetivo, assim como diz a UNESCO (Organização das Nações para Educação) quando defende a educação inclusiva como direito fundamental e o acesso a aprendizagem em ambientes adaptados às necessidades dos estudantes. Inicialmente, o governo é negligente ao não disponibilizar recursos, monetários ou materiais, suficientes às instituições de ensino para que consigam, adequadamente, auxiliar os estudantes neurodivergentes. Embora a Constituição apresente isso como dever do Estado, na realidade, isso não acontece, assim como nas palavras do Jurista Antonio Carlos Wolkmer: "Existe uma lacuna entre a lei e a concretização dos direitos dos cidadãos". Dessa forma, a ação governamental é o primeiro passo para a mudança desse cenário. Ademais, as escolas precisam se mobilizar para entregar um ambiente inclusivo aos estudantes neurotípicos. Em uma matéria do "G1" foi relatado a contenção de uma escola, por dores morais, ao recusar a matrícula de uma criança com autismo por alegarem não ter estrutura necessária para atendê-la, porém, é obrigação da escola apoiar os discentes durante a jornada escolar. Isto é, recusar matricular alunos neurotípicos é um ato discriminatório grave, além de ir contra a Constituição que diz que a educação é um direito de todos, sem qualquer tipo de discriminação. Em suma, o governo federal, por meio do Ministério da Educação, deve fornecer suporte às escolas, direcionando aos discentes neurotípicos para ampararem nos estudos, como capacitação de professores para lidar com diferentes formas de aprendizagem e materiais didáticos adaptados, além disso, a escola deve fazer uso devido dos recursos, afim de melhorar a qualidade de ensino desses alunos. Com isso, a desigualdade de oportunidades entre essas pessoas marginalizadas e o resto da população diminuiria.

Feedback da correção

O aluno aborda a falta de recursos estatais e a postura das escolas diante da inclusão, utilizando a Constituição e o pensamento de Antonio Carlos Wolkmer para fundamentar sua tese, ainda que tenha enfrentado dificuldades terminológicas ao longo do texto.

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