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Redação corrigida

Desafios para o enfrentamento de práticas e discursos que relativizam o estupro de vulnerável no Brasil

Redação nota 640 sobre Desafios para o enfrentamento de práticas e discursos que relativizam o estupro de vulnerável no Brasil 640

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você tem uma boa base, mas cometeu erros de acentuação em palavras como 'misoginia', 'prática', 'problemática' e 'vulneráveis'. Atenção redobrada na norma culta para alcançar os 200 pontos.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 160 pontos

    Você abordou o tema completamente e usou repertórios legitimados (Foucault e Constituição). Como faltou a conclusão, não atinge o nível máximo, mas o uso produtivo foi evidente.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    O projeto de texto é claro e os argumentos são bem desenvolvidos. Porém, a ausência da conclusão deixou o projeto de texto incompleto, impedindo a nota máxima.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bons conectivos como 'Além disso' e 'Dessa forma'. A coesão é satisfatória, mas a falta do parágrafo final prejudica a articulação entre as partes do texto.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 0 pontos

    A proposta de intervenção está ausente. Sem os elementos obrigatórios (agente, ação, meio, efeito e detalhamento), não há pontuação nesta competência. É o ponto mais crítico para sua evolução.

Texto da redação

Na obra Vigiar e Punir o autor Michel Foucault analisa a relação entre poder e controle de corpos na sociedade. Nesse contexto, o estupro de vulnerável pode ser compreendido como uma manifestação dessa dominação, uma vez que envolve a imposição de poder sobre inviduos sem capacidade de defesa. Entretanto, no Brasil, esse crime é relativizado e minimizado por meio de discursos que culpalizam a vitima e invalida a responsabilidade do agressor. A persistência do machismo e da misogenia na sociedade brasileira contribui para a relativização do estupro de vulnerável. Conforme estabelece o art. 227 da Constituição Federal de 1988, crianças e adolescentes devem receber proteção e prioridade absoluta por parte da familia, da sociedade e do Estado. Contudo, na pratica ainda são recorrentes discursos que minimizam a gravidade da violência sexual ou transferem parte da responsabilidade para a vitima. Dessa forma cria-se um cenario de tolerância a violência que favorece os agressores e dificulta a denúncia dos casos, comprometendo os direitos garantidos constitucionalmente. Além disso, a deficiência na educação sobre direitos e proteção de crianças e adolescentes agrava a problematica. No Brasil ainda são limitadas as iniciativas voltadas para o esclarecimento da população acerca da violência sexual. Como resultado, muitas pessoas desconhecem fundamentos da legislação como o fato de que menores de 14 anos são vulneraveis perante a lei. Dessa maneira a disseminação de informações equivocadas, sobretudo nas redes sociais contribui para a banalização do estupro de vulnerável.

Feedback da correção

O texto analisa a relativização do estupro de vulnerável através da lente do controle social de Foucault, argumentando que o machismo e a falha educacional são os principais motores da banalização desse crime.

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