myMentor — Correção com IA para ENEM e Concursos

O myMentor é uma plataforma de correção com IA para redação ENEM e discursiva de concursos. Receba nota por competência ou critério da banca, diagnóstico personalizado e plano de evolução. Comece grátis.

FAUGT DEVELOPMENT LTDA — CNPJ 44.501.136/0001-50

O myMentor não possui vínculo oficial com o INEP, ENEM, bancas examinadoras ou órgãos governamentais.

Redação corrigida

Desafios para o enfrentamento de práticas e discursos que relativizam o estupro de vulnerável no Brasil

Redação nota 840 sobre Desafios para o enfrentamento de práticas e discursos que relativizam o estupro de vulnerável no Brasil 840

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Excelente domínio da norma culta da língua portuguesa. O texto não apresenta desvios gramaticais significativos, mantendo uma estrutura sintática impecável durante toda a redação. Parabéns pela escrita cuidadosa e correta.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você compreendeu o tema perfeitamente e utilizou repertórios legitimados, pertinentes e produtivos. A estrutura do texto está completa e o tema foi abordado integralmente, sem tangenciamentos ou desvios do assunto central.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    O projeto de texto é estratégico e bem organizado. Seus argumentos são coerentes, mas houve uma leve repetição de ideias que impede o nível máximo. Continue assim, apenas aprofunde um pouco mais a análise crítica dos fatos.

  • Competência 4 — coesão textual: 120 pontos

    Você utiliza conectivos, mas a repetição excessiva de termos como 'insuficiência de redes' prejudica a fluidez. É preciso variar mais os operadores argumentativos para evitar que o texto fique cansativo e repetitivo.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    Sua proposta de intervenção contém: Agente (Ministério), Ação (ampliação da rede), Meio (direcionamento de verbas), Efeito (combater impunidade). Faltou um detalhamento mais rico sobre um desses elementos para atingir os 200 pontos.

Texto da redação

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – norma de fundamental relevância no ordenamento jurídico brasileiro – assegura os direitos, a proteção integral e a prioridade absoluta à população infantojuvenil. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra os discursos e práticas que relativizam o estupro de vulnerável, verifica-se que esse preceito é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à normalização cultural da violência de gênero e do abuso, mas também à insuficiência de redes de acolhimento e denúncia eficazes diante desse quadro alarmante. Em primeiro plano, é importante ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a carência de debates educativos nas escolas. Sob a perspectiva da obra "Meu Pé de Laranja Lima", de José Mauro de Vasconcelos, a falta de amparo faz com que o protagonista Zezé sofra severos abusos em silêncio, entretanto, essa negligência não ocorre apenas na ficção brasileira. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades em promover projetos pedagógicos contínuos sobre a proteção infantil, muitas crianças crescem sem o discernimento necessário para identificar que estão sendo violadas, o que perpetua esse cenário caótico. Desse modo, urge uma transformação nessa realidade a fim de garantir a devida proteção infantojuvenil. Ademais, a insuficiência de redes de acolhimento e denúncia eficazes também pode ser apontada como promotor do problema. De acordo com o filósofo John Locke, o Estado tem a obrigação de garantir a segurança e o bem-estar de todos os cidadãos por meio de um contrato social. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a escassez de canais de suporte institucionais acessíveis impede que as vítimas encontrem o amparo necessário para romper ciclos de abuso. Desse modo, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a insuficiência de redes de acolhimento e denúncia eficazes contribui para a perpetuação desse cenário caótico. Portanto, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública — órgão responsável por garantir a ordem jurídica e a proteção dos cidadãos — deve promover a ampliação e a eficácia das redes de proteção e acolhimento no país. Essa ação será realizada por meio do direcionamento de verbas públicas para a criação de delegacias especializadas e para a modernização de canais de denúncia. Com isso, espera-se dar um suporte célere às vítimas e combater a impunidade, garantindo a segurança dos vulneráveis. Dessa forma, as garantias asseguradas pelo ECA deixarão de ser apenas uma teoria e se tornarão uma realidade no Brasil.

Feedback da correção

O texto analisa a negligência governamental e a normalização cultural como pilares do problema. Propõe, como solução, o investimento estatal em delegacias especializadas e modernização de denúncias, visando garantir a proteção integral dos menores.

Tema relacionado

Desafios para o enfrentamento de práticas e discursos que relativizam o estupro de vulnerável no Brasil