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Redação corrigida

Tema: Desafios para se combater a desinformação no Brasil

Redação nota 880 sobre Tema: Desafios para se combater a desinformação no Brasil 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Seu texto apresenta excelente domínio da norma culta da língua portuguesa. Não foram identificados desvios gramaticais ou de estrutura sintática, o que demonstra um nível de proficiência muito alto logo na sua primeira redação.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    O tema foi abordado de forma completa e estruturado nas três partes exigidas. Você demonstrou repertório legitimado e pertinente (Bauman e Contrato Social) com uso produtivo dentro da discussão proposta.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é claro e bem definido. Os argumentos são organizados, mas podem ser aprofundados com mais detalhes específicos para alcançar a nota máxima. O texto flui bem, mas falta um toque maior de autoria.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza operadores argumentativos adequadamente e o texto possui boa coesão. Para chegar ao nível 200, tente variar mais o uso de conectivos intraparágrafo, evitando repetições e trazendo termos mais sofisticados.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    Você apresentou quase todos os elementos: Agente (Judiciário/MEC), Ação (ações de punição e letramento), Meio (parceria), Efeito (população protegida). Faltou um detalhamento mais específico sobre a ação ou o agente para garantir os 200 pontos.

Texto da redação

Durante a fragilização gerada pela pandemia, a população brasileira se viu cercada por diversas informações, entre as quais muitas eram falsas, o que contribuiu para milhares de mortes. Contudo, mesmo com a superação desse cenário crítico, a desinformação no Brasil permanece como um grave problema, gerando desconfiança e polarização social. Assim, o imediatismo das redes sociais e a falta de responsabilização jurídica configuram desafios que dificultam seu combate. Em primeiro plano, convém destacar o imediatismo das redes sociais como agravante dessa problemática. Isso porque, por falta de educação midiática, a população não verifica a veracidade das informações antes de compartilhá-las ou aceitá-las como verdadeiras, favorecendo a rápida disseminação de informações falsas. Acerca disso, Zygmunt Bauman, ao desenvolver seu conceito "modernidade líquida", afirma que vivemos em uma sociedade marcada por relações frágeis e julgamentos rápidos. Dessa forma, a falta de uma avaliação racional faz com que a desinformação se espalhe com mais facilidade. Portanto, é indispensável fortalecer o pensamento crítico brasileiro. Em segundo plano, cabe analisar a falta de responsabilização jurídica como fortalecedora dessa questão. Pois gera um ambiente de impunidade, já que espalhar conteúdos falsos é financeiramente vantajoso porque não há penalidades severas. Diante disso, o conceito filosófico iluminista "Contrato Social", defende que o cidadão cede parte de sua liberdade ao Estado em troca de proteção e ordem. Todavia, o Sistema Jurídico quebra esse contrato, quando falha em punir quem espalha fake News, deixando a população desprotegida no meio midiático. Ainda assim, é imprescindível punir os culpados. Em suma, devem ser resolvidos o imediatismo das redes e a falta de responsabilização jurídica enquanto obstáculos para o combate a desinformação no Brasil. Com essa finalidade, cabe ao Poder Judiciário, em parceria com o Ministério da Educação, promover ações que unam punições ágeis para os culpados e letramento midiático, a fim de garantir uma população bem informada e protegida. Dessa maneira, os brasileiros seguirão mais seguros quanto aos conteúdos informados, diferente do que aconteceu na pandemia.

Feedback da correção

O texto analisa a desinformação como um problema persistente no Brasil, apontando o imediatismo das redes sociais e a impunidade jurídica como eixos centrais. O aluno propõe a união entre letramento midiático e ações punitivas por parte do Judiciário e MEC.

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