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Redação corrigida

Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil.

Redação nota 760 sobre Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil. 760

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    O texto apresenta boa estrutura sintática, com poucos desvios gramaticais. A leitura é fluida e demonstra domínio da norma culta, embora existam pontos de melhoria na pontuação.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você compreendeu o tema perfeitamente e utilizou repertórios legitimados, pertinentes e produtivos para a argumentação. O texto respeita a estrutura dissertativo-argumentativa com início, meio e fim.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    O projeto de texto é estratégico e bem organizado. No entanto, o desenvolvimento dos argumentos ainda pode ser mais aprofundado para evitar generalizações e garantir o nível máximo.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    O uso de conectivos é bom, mas você pode variar mais o vocabulário para evitar repetições. O texto possui uma coesão satisfatória que liga bem os parágrafos entre si.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 80 pontos

    A proposta apresenta apenas 2 elementos: agente (Governo) e ação (revitalizar condições). Faltaram o meio/modo, o efeito detalhado e o detalhamento específico da proposta.

Texto da redação

Maria Carolina de Jesus é uma autora renomada na literatura brasileira. Em sua obra "Quarto do Despejo", ela relata sobre as experiências dela diante da imposição social da época. A escritora foi uma mãe solteira, negra e catadora de papel. Por isso, ao decorrer do livro, quando ela havia de manifestar pelos seus direitos, era reprimida e silenciada. Maria encontrou voz e satisfação ao desabafar nesse diário. No entanto, tal encontro não acontece com a sociedade feminina hodierna, visto que o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil. Notam-se, duas causas para essa triste problemática: a objetificação da mulher e a distância entre o patrão e a proletariada. Sob esse viés, é crucial ressaltar como a objetificação da mulher é idônea para a constância do problema, pois, na medida que avança a globalização, os ideais machistas aumentam. Tal fator decorre pela banalização da visão patriarcal. Essa doutrina sempre esteve presente na sociedade, até mesmo com os chamados "homens das cavernas". Entretanto, a falta de virtude nessa ótica, a qual Aristóteles ministra sobre o equilíbrio das ideias na ética para a sociedade, quando depravada e extrapolada, segundo o filósofo, acarreta a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil. Ademais, torna-se evidente na sociedade atual a distância entre o patrão e a proletariada. Embora estejam próximos no espaço de trabalho, suas ideologias e valores estão distantes. Isso acontece pois a trabalhadora é vista como um instrumento financeiro. Paralelamente a esse triste cenário, Nicolau Maquiavel reflete a ideia dos "fins justificam os meios". Nesse contexto, o patrão faz de tudo para gerar capital, até mesmo menosprezar o próximo. Desse modo, progressivamente, os direitos naturais dessas cuidadoras serão ridicularizados. Interfere-se portanto, a fim de assistir às cuidadoras brasileiras, o governo— órgão arauto e responsável pela preservação da cidadania, através do Ministério dos Direitos Humanos e do Trabalho deve revitalizar as condições de trabalho dessas. Isso ocorrerá por meio da reformulação de prédios ociosos com a instalação de clínicas de assistência social e jurídica a essas mulheres. Sob esse prisma, gradativamente, casos como da Maria Carolina de Jesus não ocorrerão mais no país verde e amarelo.

Feedback da correção

O aluno analisa a invisibilidade do trabalho de cuidado através da objetificação da mulher e da disparidade de poder entre patrão e empregada, utilizando Maria Carolina de Jesus, Aristóteles e Maquiavel como base argumentativa.

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