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Redação corrigida

Desafios para o combate as desigualdades regionais no Brasil

Redação nota 840 sobre Desafios para o combate as desigualdades regionais no Brasil 840

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    O texto apresenta boa estrutura sintática e poucos desvios gramaticais. Para alcançar os 200 pontos, é necessário um rigor ainda maior com a norma culta e a precisão vocabular.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    O tema foi abordado de forma completa, com estrutura dissertativa-argumentativa e uso produtivo de repertórios socioculturais pertinentes e legitimados, como 'Vidas Secas' e JK.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    O projeto de texto é estratégico e bem organizado. Os argumentos estão bem desenvolvidos, mas ainda há margem para um aprofundamento crítico maior em algumas passagens.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    O uso de conectivos é adequado e garante a coesão do texto. No entanto, o vocabulário pode ser mais variado para evitar repetições que impactam a fluidez da leitura.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    Você apresentou quase todos os elementos, mas o detalhamento da ação ainda pode ser mais rico. Garanta que o detalhamento seja uma informação extra sobre o agente ou a ação.

Texto da redação

O processo de colonização brasileira foi marcado pelos altos índices de exploração das regiões brasileiras ao decorrer dos anos, tendo como principal requisito o lucro massivo e a concentração fundiária. Infelizmente, o Brasil hodierno é vítima desse processo supressor, no qual a divisão monetária é excludente e revela as disparidades socioeconômicas entre os estados. Dessa forma, dois intensificadores da problemática são a formação territorial, assim como a negligência governamental. A princípio, a formação econômica baseada nas práticas abusivas influenciou diretamente a estruturação territorial desigual. A obra literária “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, expõe ao público a história de Fabiano que faz uma migração forçada, com sua família, para fugir da miséria e da seca. Sob essa perspectiva, a contemporaneidade possui reflexos dessa análise, uma vez que as regiões centrais e ao sul do país concentram o maior contingente de indústrias e riquezas, em contrapartida, os remanescentes vivem à mercê do subdesenvolvimento industrial e financeiro. Com isso, os conjuntos sociais marginalizados saem de seus locais de origem para buscarem condições mais dignas para viverem, em locais ditos como desenvolvidos, mas lamentavelmente muitos não obtêm sucesso. Tais fatos comprovam que a nação vive um processo de desintegração social e lacunas, no qual o seu controle é urgente. Outrossim, a omissão estatal é um obstáculo para o desenvolvimento pleno e democrático das regiões brasileiras. Durante o governo do ex-presidente Juscelino Kubitschek, foi desenvolvido o Plano de Metas que possuía como objetivo o desenvolvimento automobilístico e rodoviário do país. Contudo, este apenas assentou o desequilíbrio desenvolvimentista regional, pois essas políticas públicas ficaram apenas concentradas na parte meridional. Essa realidade coexiste na atualidade, visto que o Governo viabiliza práticas que garantem o crescimento de áreas que já são avançadas e abandona locais lastimados pelas condições climáticas, inviabilizando o progresso contínuo e o suporte para garantir uma vida digna aos moradores. Logo, medidas que reduzam essa diferença são necessárias. Portanto, infere-se que ações que minimizem as disparidades estaduais no Brasil são fundamentais. Cabe ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional – órgão responsável por diminuir as desigualdades socioeconômicas territoriais – em parceria com o Governo Federal criar medidas que viabilizem a distribuição de investimento equitativa conforme as necessidades de cada localidade, mediante as pesquisas de campo, para a criação de um fundo monetário que se enquadre nas necessidades regionais. Essa medida visa ao estabelecimento de um equilíbrio desenvolvimentista. Paralelamente, o Congresso Nacional deve criar projetos de análise do crescimento econômico pautado nas divergências socioeconômicas brasileiras, para auxiliar na democratização do acesso à dignidade pecuniária. Por fim, essas ações têm por objetivo o rompimento do ciclo colonial instaurado na modernidade e a harmonização econômica coletiva.

Feedback da correção

O aluno analisa as disparidades regionais brasileiras como reflexo de um processo histórico de exploração e negligência estatal. Defende que a formação territorial e a omissão governamental são os principais entraves, propondo a criação de fundos e projetos de investimento equitativos para romper o ciclo de exclusão.

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