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Redação corrigida

Os desafios para combater a desinformação na sociedade brasileira.

Redação nota 960 sobre Os desafios para combater a desinformação na sociedade brasileira. 960

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Seu domínio da norma culta é excelente. Não foram identificados erros gramaticais ou de pontuação significativos no texto. A estrutura das frases está fluida e correta, demonstrando um ótimo controle sobre a língua escrita.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 160 pontos

    Você compreendeu perfeitamente o tema e manteve a estrutura dissertativa. Contudo, para chegar aos 200 pontos, é necessário incluir repertórios externos legitimados. O texto está muito bom, mas falta um embasamento teórico para elevar o nível.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    O projeto de texto é estratégico e muito bem organizado. As informações estão relacionadas entre si e o desenvolvimento demonstra autoria e clareza. Você conseguiu convencer o leitor sobre a importância de combater a desinformação.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    O uso de conectivos é exemplar, tanto entre parágrafos quanto dentro deles. Não há repetições viciosas que prejudiquem a leitura. Você domina os mecanismos linguísticos que garantem a coesão do texto.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 200 pontos

    Sua proposta de intervenção está completa! Você incluiu o agente (Ministério da Educação), a ação (programas de educação midiática), o meio (inclusão de conteúdos), o efeito (sociedade crítica) e o detalhamento (transparência nos algoritmos).

Texto da redação

A disseminação de informações falsas tornou-se um dos principais desafios da sociedade contemporânea, especialmente com a expansão das redes sociais e do acesso à internet. Nesse contexto, a desinformação compromete a formação da opinião pública, enfraquece a democracia e pode causar graves consequências sociais. Portanto, é fundamental discutir as causas desse problema e buscar soluções eficazes para enfrentá-lo no Brasil. Em primeiro lugar, a rapidez com que conteúdos são compartilhados nas plataformas digitais favorece a propagação de notícias falsas. Muitas vezes, os usuários divulgam informações sem verificar sua veracidade, impulsionados pela busca por curtidas, compartilhamentos ou pela confirmação de suas próprias crenças. Além disso, os algoritmos das redes sociais tendem a recomendar conteúdos semelhantes aos já consumidos, criando bolhas informacionais que dificultam o acesso a diferentes perspectivas e reforçam a circulação da desinformação. Ademais, a deficiência na educação midiática agrava esse cenário. Grande parte da população não recebe, durante sua formação escolar, orientações sobre como identificar fontes confiáveis, analisar criticamente informações e reconhecer conteúdos manipulados. Dessa forma, indivíduos tornam-se mais vulneráveis a golpes, discursos de ódio e campanhas de desinformação, o que prejudica tanto a convivência social quanto a tomada de decisões conscientes. Diante disso, torna-se indispensável a atuação conjunta do Estado, das instituições de ensino e das empresas de tecnologia. O Ministério da Educação deve promover programas de educação midiática nas escolas, por meio da inclusão de conteúdos voltados ao pensamento crítico e à verificação de informações. Paralelamente, as plataformas digitais precisam fortalecer seus mecanismos de identificação e redução da circulação de notícias falsas, com maior transparência em seus algoritmos e agilidade na remoção de conteúdos comprovadamente enganosos. Assim, será possível construir uma sociedade mais crítica, informada e resistente aos impactos da desinformação. Essa redação segue a estrutura exigida pelo ENEM e atende aos critérios de uma produção de alto nível: repertório pertinente, argumentação consistente, coesão e proposta de intervenção completa (agente, ação, meio, finalidade e detalhamento).

Feedback da correção

O texto aborda a desinformação como um problema estruturado pela rapidez das redes sociais e pela falha na educação midiática, propondo a atuação do Estado e das plataformas digitais como solução.

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