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Redação corrigida

Os desafios para combater a desinformação nas redes sociais no Brasil

Redação nota 920 sobre Os desafios para combater a desinformação nas redes sociais no Brasil 920

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Domínio excelente da norma culta! Não foram identificados desvios gramaticais ou de estrutura sintática significativos. O texto flui com naturalidade e precisão, demonstrando um ótimo conhecimento das regras da língua escrita.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Abordagem completa do tema, estrutura dissertativa impecável e uso produtivo de repertórios legitimados (Netflix e UNESCO). Você vinculou perfeitamente os conhecimentos externos aos problemas apresentados, demonstrando total domínio da proposta.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    Projeto de texto estratégico e muito bem organizado. As informações estão encadeadas de forma lógica, sem lacunas. A autoria é evidente e a progressão dos argumentos mostra um pensamento crítico bem desenvolvido e maduro.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    Uso exemplar de conectivos inter e intraparágrafos. O texto apresenta excelente coesão, sem repetições viciosas de palavras e com uma articulação entre as ideias que torna a leitura muito fluida e prazerosa.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    A proposta contém agente (MEC/Secretaria), ação (promover cursos), meio (aulas/mentorias) e efeito (tornar população menos vulnerável). Faltou um detalhamento mais específico do agente ou da ação para atingir os 200 pontos.

Texto da redação

O documentário O Dilema das Redes, da Netflix, retrata como os algoritmos das redes sociais podem manipular as informações recebidas por cada usuário. Como tal ferramenta tende a recomendar, no geral, conteúdos semelhantes aos já consumidos pelos usuários, ela pode facilitar a disseminação de notícias falsas (fake news) ou apenas uma versão dos fatos. Nesse contexto, a propagação desse tipo de informação nas redes constitui um grave problema no Brasil, pois compromete o acesso da população a informações confiáveis e dificulta a formação de uma sociedade crítica e bem informada. A princípio, é importante destacar como o potencial informativo das redes sociais é deturpado pela divulgação de informações errôneas, que tornam a população brasileira desinformada. Um exemplo disso ocorreu durante a pandemia do COVID-19, em que várias notícias falsas relacionadas às vacinas foram disseminadas, levando muitos brasileiros a acreditar nelas e compartilhá-las rapidamente, sem verificar sua veracidade. Quanto mais as pessoas pesquisavam e espalhavam esse tipo de informação, mais conteúdos semelhantes lhes eram recomendados pelos algoritmos. Assim, os usuários passam a ter um contato frequente com somente publicações da mesma natureza, o que fortalece crenças equivocadas e reduz o acesso às fontes confiáveis. Dessa forma, o funcionamento dos algoritmos favorece a formação de bolhas informacionais, o que dificulta o acesso da população a informações verificadas, comprometendo a construção de uma sociedade crítica. Além disso, a falta de educação relacionada ao uso das mídias dificulta que a população brasileira reconheça dados falsos. De acordo com a UNESCO, a educação midiática é fundamental para desenvolver o pensamento crítico e capacitar os cidadãos a identificar falsas informações. Esse ensino tem o objetivo de preparar o brasileiro para distinguir informações verdadeiras de conteúdos falsos e torná-lo um cidadão crítico. Contudo, essa formação não alcança plenamente alguns grupos sociais como os idosos, pessoas de baixa renda ou que moram em áreas rurais, por terem menor familiaridade com ferramentas tecnológicas e pouco acesso à educação digital. Como consequência, acabam por repassar essas informações sem a verificação adequada. Logo, a ausência do ensino midiático perpetua a disseminação de informações falsas e dificulta a formação crítica, agravando a desinformação no Brasil. Portanto, é necessário combater a desinformação para tornar a população brasileira menos suscetível a fake news e evitar as bolhas informacionais. Cabe ao Ministério da Educação, juntamente com a Secretaria de Comunicação Social - responsável por centralizar a comunicação digital e suas diretrizes - promover cursos gratuitos para todos os cidadãos, por meio de aulas e mentorias com professores especializados. A fim de tornar a população menos vulnerável a ser enganada por informações falsas e ensiná-la a pesquisar mais de uma fonte ou versão dos fatos, para assim evitar que os algoritmos direcionem continuamente conteúdos de uma única perspectiva, favorecendo o acesso a diversas opiniões e informações confiáveis.

Feedback da correção

O aluno analisa a desinformação brasileira focando na manipulação algorítmica e na carência de educação digital, propondo a intervenção do MEC e da Secretaria de Comunicação Social.

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