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Redação corrigida

Ecoansiedade: impactos dos desastres climaticos na saude mental dos brasileiros

Redação nota 920 sobre Ecoansiedade: impactos dos desastres climaticos na saude mental dos brasileiros 920

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Parabéns! Seu texto apresenta excelente estrutura sintática e não foram identificados desvios gramaticais. A escrita está fluida e segue a norma culta com maestria durante toda a redação.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você abordou o tema de forma completa e demonstrou excelente domínio do tipo dissertativo-argumentativo. O repertório de Milton Santos foi muito bem utilizado e aplicado de maneira produtiva.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é muito bom, mas o segundo parágrafo de desenvolvimento poderia ter uma conexão mais forte com o tema. A argumentação é válida, porém faltou um pouco de aprofundamento.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    O uso de conectivos é satisfatório e o texto apresenta boa coesão. Para chegar aos 200, tente variar mais os operadores argumentativos e evitar pequenas repetições de termos ao longo do texto.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 200 pontos

    Sua proposta de intervenção está excelente! Você incluiu todos os 5 elementos (agente, ação, meio, efeito e detalhamento) de forma clara e objetiva. Nota máxima nesta competência.

Texto da redação

Em 2024, uma grande tragédia climática atingiu o Rio Grande do Sul, quando fortes chuvas provocaram enchentes históricas no estado. Esse acontecimento impactou fortemente a saúde mental de diversos brasileiros, o que se tornou um problema para a sociedade, na qual muitos cidadãos ainda apresentam distúrbios mentais na contemporaneidade. Diante disso, torna-se urgente enfrentar esse cenário, o qual é agravado tanto pela insuficiência de políticas públicas de apoio psicológico nas áreas afetadas quanto pela negligência governamental na prevenção de desastres ambientais. [1, 2, 3] Em primeiro lugar, cumpre pontuar que a carência de assistência psicossocial estruturada pelo Estado perpetua o desamparo para as vítimas de eventos extremos. Nessa perspectiva, segundo o conceito de "cidadanias mutiladas", do geógrafo Milton Santos, a ausência de direitos básicos plenos impede o exercício da dignidade humana. Sob essa ótica, a falta de psicólogos e psiquiatras da rede pública integrados aos planos de contingência do SUS reflete essa mutilação cidadã. Isso ocorre porque, após uma tragédia climática, as ações governamentais costumam focar apenas na distribuição de recursos materiais urgentes, negligenciando o abalo provocado pelo trauma de perder entes queridos e pela incerteza do futuro. Como um impacto direto, observa-se o crescimento de patologias como o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) entre os sobreviventes, evidenciando a negligência com a saúde mental brasileira. Outrossim, no Brasil atual, a literacia digital não possui grande investimento, e isso condiciona um desafio para conter os desastres climáticos. Nesse cenário, emerge o impacto na saúde mental dos brasileiros causado por tragédias climáticas, que, por ser desafiador, precisa de um conjunto de fiscalizações jurídicas e de litigância climática para ser sanado. Sob esse viés, a incapacidade estatal de universalizar o acesso a dados informacionais e a tecnologias de alerta prévio acentua a vulnerabilidade psicológica das comunidades atingidas. Desse modo, a fiscalização jurídica torna-se indispensável para punir a omissão pública e mitigar os impactos psicossociais decorrentes da exclusão tecnológica. Portanto, medidas são necessárias para combater os impactos das catástrofes na psique social. Para tanto, o Governo Federal deve criar um plano de contingência focado na saúde mental das vítimas. Essa ação deve ocorrer mediante a contratação de psicólogos para o SUS nas áreas afetadas e investimentos em literacia digital para o envio de alertas. Como detalhamento, o Ministério Público fiscalizará juridicamente a aplicação dessas verbas por meio da litigância climática. Essa medida terá como finalidade sanar o desamparo psicológico e garantir a dignidade humana das comunidades atingidas.

Feedback da correção

O texto aborda a ecoansiedade conectando-a à insuficiência de políticas públicas de saúde e à falta de investimentos tecnológicos. A argumentação foca na negligência estatal como agravante do trauma pós-desastres.

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