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Redação corrigida

Os percalços da alfabetização e do letramento no âmbito da educação brasileira.

Redação nota 680 sobre Os percalços da alfabetização e do letramento no âmbito da educação brasileira. 680

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 120 pontos

    Você cometeu alguns deslizes gramaticais, como erros de concordância e pontuação. A estrutura sintática é funcional, mas precisa de ajustes para atingir um nível de excelência. Revise sempre a concordância entre sujeito e verbo após escrever.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 160 pontos

    O tema foi abordado de forma completa e o texto apresenta as três partes obrigatórias. O uso de repertórios foi pertinente e legitimado, embora precise de um pouco mais de produtividade na conexão com o argumento.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é claro e os argumentos estão bem relacionados. Para chegar aos 200 pontos, busque aprofundar mais a análise crítica, evitando observações superficiais sobre o papel da mídia no século XXI.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bons conectivos interparágrafos, o que é ótimo. No entanto, houve repetição de palavras e vocabulário simples. Varie mais os conectivos intraparágrafos para garantir uma leitura mais fluida e sofisticada.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 80 pontos

    Sua proposta apresentou Agente, Ação e Efeito, mas faltou o detalhamento e o meio/modo de forma clara. Identificar os 5 elementos é essencial para garantir os 200 pontos na sua próxima redação.

Texto da redação

No filme “A Babá Encantada”, acompanha-se à personagem Evangelina enfrentando os problemas do analfabetismo. A narrativa mostra como esse problema pode influenciar seu cotidiano, além de apresentar como a alfabetização pode ajudar na sua vida profissional e pessoal. Embora seja uma obra de ficção, o cenário do filme evidência um problema que já está inserido na sociedade: os percalços da alfabetização e do letramento no âmbito da educação. Desse modo, é válido questionar a falta de preocupação do Estado e da mídia. Inicialmente, nota-se um evidente descaso governamental diante das deficiências no processo de alfabetização na educação básica , evidenciando pela falta de programas de alfabetização e pela precaridade da infraestrutura escolar. Nesse sentido, a obra “Dicionário Político”, escrita pelo filósofo Norberto Bobbio, garante que o estado possui o dever inalienável de promover e assegurar os direitos sociais de toda população. Entretanto, percebe-se que esse dever nem sempre se concretiza na prática, principalmente quanto aos obstáculos do processo de conclusão da alfabetização, levando muitas vezes as pessoas não concluir o ensino básico. Como resultado, e o analfabetismo acompanhá-los na vida adulta, dificultando o crescimento profissional. Além disso, é importante pontuar que a mídia contribui com os desafios da alfabetização no país. Nessa perspectiva, consoante o filósofo Guy Debord, na obra a “Sociedade do espetáculo”, a mídia prioriza as aparências em detrimento da reflexão crítica. Ao transpor essa análise para o século XXI, entenda-se que os redes sociais aprofundaram essa lógica, uma vez que a mídia que deveria disseminar conhecimento, em vez de orientar a população sobre pessoas que não conseguem ser alfabetizados por conta de problemas socioeconômicos e da insuficiência de programas sociais, se propõe a produzir conteúdo superficiais. A simplificação de informações favorece o desconhecimento, consequentemente, muitas pessoas não ficam cientes do problema. Portanto, o governo federal, responsável pela harmonia social, deve investir na implementação de redes de apoio de promoção a serviços básicos de ensino, os quais realizarão um programa de alfabetização, por meio de professores e a gente capacidade ao acolhimento humanizado. Desse modo os profissionais poderão ensinar e ajudar encontrar soluções, promovendo bem estar. Assim, com ações conscientes, pode se construir um futuro.

Feedback da correção

O texto analisa os percalços da alfabetização sob a ótica da omissão estatal e da superficialidade midiática. O aluno utiliza repertórios cinematográficos e filosóficos para sustentar a tese de que falhas educacionais e a falta de reflexão crítica perpetuam o analfabetismo, propondo uma intervenção voltada à rede de apoio educacional.

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