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Redação corrigida

A falta de empatia nas relações sociais no Brasil.

Redação nota 920 sobre A falta de empatia nas relações sociais no Brasil. 920

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Seu domínio da norma culta é excelente. O texto apresenta uma estrutura sintática muito bem construída, sem erros gramaticais ou de pontuação significativos. Mantenha esse cuidado rigoroso com a escrita em todas as suas futuras produções.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você abordou o tema de forma completa, demonstrando total entendimento da proposta. O uso de repertórios legitimados (Orwell, Bauman, Arendt) foi produtivo e muito bem integrado ao texto, garantindo a nota máxima nesta competência.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e muito claro. As informações estão organizadas de forma lógica e os argumentos são desenvolvidos com bastante autoria, sem deixar lacunas na sua linha de raciocínio. Excelente trabalho de escrita!

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    Você utiliza os conectivos de forma muito eficiente entre e dentro dos parágrafos. Não houve repetições vocabulares que prejudicassem a leitura, o que demonstra um ótimo domínio dos mecanismos linguísticos de coesão textual.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    Sua proposta de intervenção está muito bem estruturada, mas faltou o detalhamento específico de um dos elementos. Você apresentou agente, ação, meio e efeito, mas o detalhamento ficou um pouco diluído. Lembre-se de sempre adicionar uma explicação extra.

Texto da redação

Na obra literária "1984", do escritor George Orwell, é descrita uma sociedade hipervigilante e fria, na qual os cidadãos perdem seus vínculos afetivos e tornam-se incapazes de exercer a compaixão mútua. De maneira análoga à narrativa, a sociedade brasileira contemporânea encontra-se em um cenário de falta de empatia nas relações sociais. Sob essa perspectiva, vale destacar que essa desconexão com a dor alheia é resultado do individualismo alimentado pelas mídias digitais e da naturalização das desigualdades no país. Dessa forma, torna-se necessário avaliar esses fatores para reverter o enfraquecimento dos laços civis. Diante desse cenário, é evidente que com a ascenção das mídias digitais o egoísmo e o individualismo foram fortalecidos significativamente, atuando como um incentivo a atrair olhares na internet a enxergar as tristes realidades como algo irrelevante. Assim, à luz do pensamento do filósofo Zygmunt Bauman, em sua teoria das Relações Líquidas, a internet transformou os vínculos humanos em conexões frágeis, pautados pelo utilitarismo e pelo consumo rápido. Sob essa ótica, percebe-se que essas plataformas digitais estimulam uma cultura de autovalorização excessiva, uma vez que o número de curtidas e visualizações se torna mais importante do que a dignidade de cada um. Como consequência, o sofrimento ou a necessidade do próximo são reduzidos a meros conteúdos descartáveis. Outrossim, a falta de empatia reflete a naturalização da dor alheia. Esse cenário se enquadra no conceito de "Banalidade do Mal" da filósofa Hannah Arendt, que afirma que a violência e a indiferença tornam-se habituais quando as pessoas param de questionar. No Brasil, essa teoria se aplica na irrelevância aplicada perante injustiças e minorias, o que transforma a falta de solidariedade em um hábito estrutural aceito. Portanto, medidas são necessárias para combater a indiferença nas relações brasileiras. Para isso, cabe ao Ministério da Educação e às famílias implementar projetos de empatia e desenvolvimento socioemocional nas escolas, bem como a participação familiar de cada um. Essa medida deve ocorrer por meio de oficinas de comunicação não violenta, como dinâmicas de grupo guiadas por psicólogos e debates sobre respeito mútuo, com o objetivo de cultivar a solidariedade desde a infância. Dessa forma, o Brasil poderá construir uma sociedade de fato solidária, opondo-se à sociedade fria e intolerante descrita no livro de George Orwell.

Feedback da correção

O aluno analisa a falta de empatia no Brasil através do viés do individualismo digital e da naturalização das desigualdades, utilizando Bauman e Arendt para sustentar a argumentação.

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