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Redação corrigida

Desafios para o enfrentamento de práticas e discursos que relativizam o estupro de vulneráveis no Brasil

Redação nota 880 sobre Desafios para o enfrentamento de práticas e discursos que relativizam o estupro de vulneráveis no Brasil 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Excelente domínio da norma culta! Não foram identificados erros gramaticais significativos que prejudicassem a leitura. A estrutura sintática está muito bem organizada, mantendo a formalidade necessária durante todo o texto.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você demonstrou um entendimento completo do tema. O uso de Hannah Arendt, Bourdieu e Durkheim foi legitimado, pertinente e, principalmente, produtivo. A estrutura dissertativa-argumentativa foi mantida com perfeição em todas as partes.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    O projeto de texto é bom e seus argumentos são bem desenvolvidos. Para chegar aos 200 pontos, tente aprofundar um pouco mais a análise crítica, evitando que o texto pareça apenas expositivo. Você tem ótima clareza.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você faz um bom uso de conectivos, mas cuidado com algumas repetições vocabulares. Tente variar mais os operadores argumentativos para garantir uma coesão ainda mais fluida entre os parágrafos e dentro deles.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    Sua proposta contém: Agente (Ministério da Educação), Ação (promover campanhas/palestras), Meio (divulgação/incentivo), Efeito (combater culpabilização/conscientizar). Faltou um detalhamento mais específico para atingir a nota máxima.

Texto da redação

No conceito banalização do mal, da filósofa Hannah Arendt, evidencia-se como determinadas violências podem ser gradualmente normalizadas no meio social. Ao transpor o viés filosófico para a realidade contemporânea, percebe-se a persistência dessa problemática no que tange aos desafios para o enfrentamento de práticas e discursos que relativizam o estupro de vulneráveis no Brasil. Á vista desse contexto, torna-se necessário analisar a cultura de culpabilização das vítimas e a omissão social. Diante dessa perspectiva, nota-se que muitos indivíduos tendem a responsabilizar as vítimas pelos crimes sofridos, diminuindo a responsabilidade dos agressores. Isso pode ser constatado pela teoria da violência simbólica, do pensador Pierre Bourdieu, o qual afirma que práticas discriminatórias são naturalizadas e reproduzidas socialmente. Sob essa ótica, os discursos que culpabilizam a vítima contribuem para a perpetuação da violência, uma vez que reforçam comportamentos abusivos, dificultando a denúncia dos casos e a efetiva punição dos abusadores. Por isso, faz-se imprescindível desconstruir tais discursos, a fim de romper a naturalização da violência e garantir maior proteção às vítimas. Além disso, é notório ressaltar que a negligência da coletividade dificulta o combate a violência sexual contra pessoas vulneráveis. Essa questão foi estudada pelo sociólogo Émile Durkheim, que defende que a harmonia social está vinculada ao compromisso dos indivíduos com o interesse comum. Todavia, o silêncio e a falta de posicionamento diante dessas violações favorecem a naturalização do problema e impedem sua efetiva erradicação. Infere-se, portanto, uma medida que viabilize ao desafios para o enfrentamento de práticas e discursos que relativizam o estupro de vulneráveis. Logo, cabe ao poder executivo —mais especificamente o Ministério da Educação—promover campanhas educativas e palestras sobre a prevenção da violência sexual e a importância da denúncia, por meio da divulgação de informações e do incentivo ao debate social. Tal medida como finalidade combater a culpabilização das vítimas e conscientizar a população acerca de sua responsabilidade coletiva, com isso espera-se reduzir os casos de abuso sexuais com indivíduos vulneráveis e garantir a proteção dos direitos fundamentais desse grupo.

Feedback da correção

O aluno utiliza o conceito de banalização do mal de Hannah Arendt para introduzir a problemática. A argumentação foca na cultura da culpabilização da vítima, embasada por Bourdieu, e na negligência social, citando Durkheim, propondo campanhas educativas como solução.

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