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Redação corrigida

Os impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes

Redação nota 920 sobre Os impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes 920

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Excelente domínio da norma culta! O texto não apresenta desvios gramaticais significativos e a estrutura sintática é muito bem construída. Continue mantendo essa atenção aos detalhes na sua escrita.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você compreendeu perfeitamente a proposta e o tema. O repertório sociocultural (Ron Bugado, Constituição, UNICEF) foi legitimado, pertinente e usado de forma muito produtiva ao longo de todo o texto.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e muito bem desenvolvido. As informações estão organizadas de forma lógica e os argumentos são consistentes, demonstrando autoria e clareza em todos os pontos abordados.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    O uso de conectivos é impecável. Você utilizou operadores argumentativos tanto entre parágrafos quanto dentro deles de forma variada e eficiente, sem repetições viciosas que prejudicassem a leitura.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    Você apresentou o agente, a ação, o meio e o efeito, mas faltou um detalhamento mais robusto para completar os 5 elementos. Faltou uma informação extra sobre um dos componentes para garantir os 200 pontos.

Texto da redação

O filme "Ron Bugado" apresenta uma crítica atual sobre o mundo digital ao demonstrar a dependência de crianças por uma nova tecnologia: um amigo robô que se popularizou entre a população infantojuvenil ao conectá-los virtualmente. De modo semelhante, o desenvolvimento cognitivo de jovens brasileiros é impactado pelo uso excessivo de telas, visto que, assim como na obra cinematográfica, eles se tornaram dependentes dos meios digitais. Nesse contexto, torna-se imprescindível discutir os fatores que perpetuam essa situação, como a falta de regulação estatal e a negligência familiar. Em primeira análise, a falta de regulação estatal contribui para a permanência desses impactos na sociedade, uma vez que o setor tecnológico muitas vezes prioriza o lucro próprio sem se preocupar com o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes. Tal questão contraria os preceitos da Constituição Federal de 1988, a qual assegura o direito à saúde física e mental aos jovens. Entretanto, observa-se a violação desse direito, tendo em vista que a fiscalização insuficiente nas redes sociais deixa esses cidadãos vulneráveis à dependência digital e a conteúdos nocivos. Dessa forma, a mercantilização da atenção infantil se perpetua sem limites claros, contribuindo para o aumento dos índices de ansiedade, sedentarismo e a diminuição da concentração dos estudantes. Além disso, nota-se que a negligência familiar também intensifica essa problemática, visto que muitos pais utilizam aparelhos tecnológicos para manter os filhos comportados. Sob essa ótica, a UNICEF evidencia tal cenário ao alertar que o crescimento saudável das crianças depende do equilíbrio entre o uso das tecnologias e as interações familiares presenciais. Porém, muitos responsáveis permitem o uso indiscriminado de telas sem acompanhamento adequado. Consequentemente, os prejuízos ao desenvolvimento cognitivo e emocional tornam-se mais frequentes, confirmando os alertas da instituição. Em suma, é urgente combater os fatores que intensificam os impactos do uso excessivo de telas em crianças e adolescentes. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, deve criar campanhas educativas, as quais abordem os riscos do vício em dispositivos eletrônicos para o desenvolvimento saudável dos jovens, por meio de palestras em escolas e postagens nas mídias sociais. Essa iniciativa tem como finalidade conscientizar os jovens e os responsáveis sobre os prejuízos causados pelo uso excessivo das telas, reduzindo tais impactos. Assim, a realidade apresentada no filme "Ron Bugado" deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.

Feedback da correção

O texto analisa o impacto do uso de telas no desenvolvimento juvenil, apontando a falta de regulação estatal e a negligência familiar como causas centrais. Utiliza referências cinematográficas e dados institucionais para sustentar uma argumentação crítica sobre a mercantilização da atenção.

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