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Redação corrigida

o envelhecimento populacional e inclusão digital: como garantir a autonomia e a cidadania dos idosos na sociedade contemporânea?

Redação nota 920 sobre o envelhecimento populacional e inclusão digital: como garantir a autonomia e a cidadania dos idosos na sociedade contemporânea? 920

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Seu texto apresenta uma excelente estrutura sintática e um domínio impecável da norma culta. Não foram encontrados desvios gramaticais ou de pontuação que prejudicassem a leitura. Continue mantendo esse rigor na escrita!

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você compreendeu o tema perfeitamente e utilizou repertórios legitimados, pertinentes e muito produtivos (Up e Marx). A estrutura do texto está completa e a abordagem do tema foi nota 10, sem faltar nenhum dos eixos.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e as informações estão bem organizadas. No entanto, para chegar aos 200, tente aprofundar um pouco mais as consequências da falta de inclusão digital no cotidiano dos idosos.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    O uso de conectivos está excelente, tanto no início dos parágrafos quanto dentro deles. Você evitou repetições excessivas e manteve o texto coeso do início ao fim. Parabéns pela ótima articulação das ideias!

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    Sua proposta está muito bem estruturada, mas faltou um detalhamento mais específico para algum dos elementos. Como você apresentou 4 elementos (agente, ação, meio, efeito), a nota é 160. Na próxima, adicione uma explicação extra.

Texto da redação

Na obra cinematográfica "Up: Altas Aventuras", o protagonista, um idoso, é retratado em meio a um mundo em rápida modernização, onde se sente isolado e muitas vezes esquecido. Fora da ficção, essa representação espelha a realidade contemporânea brasileira: com o avanço do envelhecimento populacional, a inclusão digital tornou-se imprescindível para garantir a autonomia e a cidadania. No entanto, a infoinclusão da terceira idade é dificultada pelo etarismo estrutural e pela negligência estatal.Em primeira análise, cabe destacar que o preconceito etário — ou etarismo — marginaliza a pessoa idosa no ciberespaço. Muitas vezes, a sociedade enxerga a população mais velha como incapaz de aprender novas tecnologias, o que gera uma "ansiedade gerontecnológica" e afasta esse público do ambiente digital. Essa exclusão é agravada pela mercantilização das relações, apontada pelo sociólogo Karl Marx. Sob essa lógica, como os idosos frequentemente deixam de compor a população economicamente ativa, são vistos como descartáveis e têm seus direitos digitais negligenciados. Como resultado, ficam impedidos de exercer sua cidadania plena, encontrando dificuldades para realizar serviços bancários, agendamentos médicos e manter laços sociais, serviços hoje concentrados no ambiente virtual.Ademais, a ausência de políticas públicas eficazes de letramento digital para a terceira idade perpetua esse cenário de vulnerabilidade. O Estatuto da Pessoa Idosa garante o direito à educação e ao desenvolvimento pessoal; contudo, na prática, há uma omissão do Estado em promover treinamentos e adaptar ferramentas virtuais para atender às limitações cognitivas e motoras dessa faixa etária. Sem suporte pedagógico ou investimentos em interfaces acessíveis, a internet deixa de ser um meio de emancipação e passa a ser uma barreira, reforçando o isolamento social e a dependência em relação aos mais jovens.Portanto, medidas são necessárias para assegurar a autonomia e a cidadania dos idosos na era digital. Para tanto, cabe ao Governo Federal, especificamente o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em parceria com o Ministério das Comunicações, criar o programa "Conexão Cidadã". Esse projeto deve promover oficinas de letramento digital em Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e em centros de convivência, com monitores capacitados para ensinar o uso de smartphones e computadores de forma didática e paciente.Paralelamente, o Ministério da Educação deve incentivar as universidades a desenvolverem aplicativos com interfaces simplificadas e fontes ampliadas, voltados para a terceira idade. Essas ações devem ser amplamente divulgadas em campanhas midiáticas de conscientização contra o etarismo. Com essas medidas, o Brasil poderá efetivar a inclusão digital e garantir que a maturidade seja sinônimo de independência e dignidade.

Feedback da correção

O aluno aborda o tema relacionando a exclusão digital ao etarismo e à falta de políticas estatais, utilizando o filme 'Up' e a teoria de Marx como repertórios para defender a necessidade de programas de letramento digital.

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