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Redação corrigida

Inteligência Artificial e mercado de trabalho: a substituição da mão de obra, racismo, algoritmo e a regularização das tecnologias.

Redação nota 920 sobre Inteligência Artificial e mercado de trabalho: a substituição da mão de obra, racismo, algoritmo e a regularização das tecnologias. 920

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Texto impecável do ponto de vista gramatical e sintático. Não identifiquei desvios ou erros que prejudicassem a fluidez da leitura. Parabéns pelo domínio da norma culta da língua portuguesa!

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Abordagem completa do tema, apresentando repertório legitimado, pertinente e muito bem aplicado de forma produtiva (Black Mirror, Keynes, Cathy O'Neil). Estrutura dissertativa respeitada com maestria.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    Projeto de texto estratégico, com informações organizadas e argumentos que se complementam perfeitamente. A autoria é clara e o texto demonstra um raciocínio lógico muito bem construído.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    Uso exemplar de conectivos inter e intraparágrafos. A coesão está excelente e não houve repetições desnecessárias, o que mostra um vocabulário rico e bem empregado em todo o texto.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    Você apresentou o Agente (Ministério do Trabalho), a Ação (fiscalizar), o Meio (campanhas) e o Efeito (mitigar discriminação). Faltou um detalhamento mais robusto da ação ou do meio para atingir os 200 pontos.

Texto da redação

Em “Black Mirror”, obra da Netflix, evidencia-se como o aumento da tecnologia influencia negativamente o mercado de trabalho. Na trama, as empresas abandonam o modo de recrutamento usado desde sempre e passam a utilizar um recrutamento por inteligência artificial. Entretanto, o algoritmo passou a recrutar apenas homens brancos, deixando evidente a discriminação contra mulheres e pessoas negras. Ao sair da ficção, sem desconsiderar o contexto histórico da obra, nota-se que a problemática apresentada tornou-se uma realidade: a inteligência artificial e o mercado de trabalho, envolvendo a substituição da mão de obra, o racismo algorítmico e a regulamentação das tecnologias. Com efeito, é nítido que o avanço da inteligência artificial pode, sim, desestabilizar o mercado de trabalho. Isso acontece porque, como Keynes alertou em 1931, a tecnologia e a eficiência poderiam superar a capacidade de criar novos empregos. Sob essa ótica, percebe-se que, quando usada de maneira inadequada, a inteligência artificial pode gerar não só desempregos, pois empresas podem acabar preferindo essas máquinas por custo ou velocidade de resposta/produção, mas também barreiras para novos profissionais, visto que vagas de nível inicial e de entrada estão diminuindo, uma vez que as empresas preferem usar a IA para realizar o trabalho que antes era feito por assistentes e recém-formados. Dessa forma, assim como retratado em “Black Mirror”, o avanço das IAs pode causar impactos negativos na sociedade contemporânea, evidenciando a necessidade de adaptação do mercado de trabalho diante dessas novas tecnologias. Em decorrência disso, é coerente apontar que a discriminação cometida pelas IAs é resultado dos dados utilizados para treiná-las. Para Cathy O’Neil, algoritmos podem reproduzir e ampliar desigualdades já existentes na sociedade. Nesse sentido, quando sistemas de inteligência artificial são alimentados por informações marcadas por preconceitos históricos, eles tendem a repetir esses padrões em processos seletivos e outras tomadas de decisão. Consequentemente, grupos socialmente vulneráveis podem ser prejudicados, o que evidencia a necessidade de regulamentação e fiscalização dessas tecnologias. Portanto, ao entender que a inteligência artificial pode gerar impactos negativos quando utilizada sem supervisão adequada, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) fiscalizar algoritmos por meio de campanhas divulgadas pela mídia socialmente engajada, que expliquem a importância do uso ético da inteligência artificial e do combate aos vieses algorítmicos, além de fornecer orientações sobre os mecanismos de fiscalização e denúncia. Tal medida tem como finalidade mitigar as discriminações cometidas pelos algoritmos e promover maior igualdade de oportunidades no mercado de trabalho. Afinal, assim como os personagens de “Black Mirror”, toda a população merece ter garantia ao emprego e acesso a oportunidades sem discriminação.

Feedback da correção

O aluno analisa o impacto da IA no mercado de trabalho usando a ficção de Black Mirror. Defende que a tecnologia, se desregulada, gera desemprego e preconceito algorítmico, propondo a fiscalização pelo Ministério do Trabalho como solução.

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