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Redação corrigida

Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil

Redação nota 960 sobre Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil 960

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Seu texto apresenta excelente domínio da norma culta da língua escrita. A sintaxe é muito bem estruturada e não foram identificados desvios gramaticais que comprometessem a fluidez da leitura.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Excelente abordagem do tema. Você cumpriu todas as partes da estrutura dissertativa e utilizou repertórios legitimados, pertinentes e aplicados de forma produtiva ao longo de todo o texto.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    O projeto de texto é estratégico e muito bem organizado. Suas informações e argumentos foram desenvolvidos com total clareza e autoria, mantendo a coerência lógica do início ao fim.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    Você domina os mecanismos de coesão. Utilizou operadores argumentativos variados entre os parágrafos e dentro deles, além de não apresentar repetições vocabulares que prejudicassem o texto.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    Sua proposta de intervenção está muito boa. Identifiquei 4 elementos completos: agente, ação, meio e efeito. Faltou um detalhamento mais específico para um dos elementos para atingir os 200 pontos.

Texto da redação

Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil Na obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, a família de retirantes vive à margem da sociedade, privada de direitos e constantemente invisibilizada pelo Estado. Embora escrita no século XX, a narrativa permanece atual ao evidenciar que, no Brasil, milhares de pessoas ainda enfrentam dificuldades para serem reconhecidas oficialmente em razão da ausência de registro civil. Nesse contexto, a invisibilidade documental compromete o exercício da cidadania, sobretudo em virtude da desigualdade socioeconômica e da deficiência das políticas públicas de identificação civil. Em primeiro lugar, a precariedade socioeconômica contribui para a permanência desse problema. Sob essa perspectiva, o sociólogo Jessé Souza afirma que a desigualdade brasileira produz grupos socialmente invisíveis, os quais são privados de oportunidades e de direitos básicos. Essa realidade se manifesta na dificuldade de muitas famílias que vivem em comunidades rurais, aldeias indígenas e regiões ribeirinhas de acessar cartórios ou postos de atendimento, devido à distância, aos custos de deslocamento e à falta de informação. Assim como ocorre com os personagens de Vidas Secas, esses indivíduos permanecem à margem da sociedade, pois, sem certidão de nascimento, encontram obstáculos para obter documentos como RG e CPF, matricular-se na escola, acessar programas sociais e ingressar formalmente no mercado de trabalho. Além disso, a insuficiência das políticas públicas intensifica a invisibilidade documental. Conforme estabelece a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado assegurar a dignidade da pessoa humana e garantir o acesso universal aos direitos fundamentais. Entretanto, a efetivação desse princípio é comprometida pela baixa oferta de campanhas permanentes de registro civil e pela limitada presença de serviços em áreas de difícil acesso. Como consequência, crianças chegam à idade escolar sem documentação, adultos enfrentam dificuldades para conseguir emprego formal e idosos encontram barreiras para solicitar benefícios previdenciários. Dessa forma, a omissão estatal reforça o cenário de exclusão social, contrariando os valores constitucionais e perpetuando a invisibilidade evidenciada na obra de Graciliano Ramos. Portanto, torna-se indispensável enfrentar a invisibilidade decorrente da ausência de registro civil. Para isso, os Direitos Humanos, em parceria com o Ministério da Justiça e os governos estaduais, devem promover um programa nacional de documentação cidadã, por meio da instalação de unidades móveis de registro civil em comunidades vulneráveis e da ampliação de campanhas informativas em escolas, postos de saúde e meios de comunicação, com o objetivo de garantir que toda a população tenha acesso gratuito ao registro de nascimento e aos demais documentos básicos. Desse modo, será possível reduzir a exclusão documental e assegurar, na prática, o pleno exercício da cidadania no Brasil.

Feedback da correção

O aluno analisa a invisibilidade documental como barreira à cidadania, utilizando Vidas Secas para ilustrar a marginalização e defendendo a necessidade de ações estatais mais eficazes e descentralizadas.

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