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Redação corrigida

A redução da maioridade penas e o sistema socioeducativo

Redação nota 880 sobre A redução da maioridade penas e o sistema socioeducativo 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Parabéns! O texto apresenta uma excelente estrutura sintática e não foram identificados desvios gramaticais. A norma culta foi respeitada em toda a sua escrita, o que demonstra um domínio muito sólido da modalidade formal da língua.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você compreendeu perfeitamente a proposta, abordando todos os eixos do tema. O repertório socioculturais (Constituição Federal) foi legitimado, pertinente e utilizado de forma produtiva para sustentar sua argumentação durante todo o texto.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    O projeto de texto é estratégico e muito bem executado. Você selecionou e organizou as informações de forma lógica, desenvolvendo os argumentos com clareza e autoria, sem deixar lacunas no seu raciocínio central.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    A coesão está muito boa, com uso adequado de operadores argumentativos entre os parágrafos. Para alcançar a nota máxima, tente variar ainda mais o vocabulário de conectivos intraparágrafo para evitar repetições e elevar o nível da escrita.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    Sua proposta apresenta agente, ação, meio e efeito, mas falta um detalhamento mais específico sobre um desses elementos. Adicionar uma informação extra sobre o agente ou o meio garantirá a nota 200 nesta competência.

Texto da redação

A discussão acerca da redução da maioridade penal no Brasil ganha destaque em meio ao aumento da sensação de insegurança e à participação de jovens em atos infracionais. Nesse contexto, surge o debate sobre a eficácia do sistema socioeducativo vigente e a necessidade de possíveis mudanças na legislação. No entanto, reduzir a maioridade penal não se mostra como a solução mais adequada, uma vez que desconsidera fatores sociais estruturais e ignora a função ressocializadora das medidas socioeducativas. Em primeiro lugar, é fundamental compreender que a criminalidade juvenil está diretamente relacionada à desigualdade social e à falta de acesso a direitos básicos, como educação de qualidade, cultura e oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Nesse sentido, responsabilizar exclusivamente o jovem, por meio de punições mais severas, desconsidera o contexto de vulnerabilidade em que muitos estão inseridos. De acordo com a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir proteção integral à criança e ao adolescente, o que reforça a importância de políticas públicas preventivas em vez de medidas punitivas. Além disso, o sistema socioeducativo brasileiro, quando aplicado de forma adequada, possui como objetivo principal a ressocialização do adolescente em conflito com a lei. Medidas como a internação, a semiliberdade e a prestação de serviços à comunidade buscam promover a reintegração social, diferentemente do sistema prisional comum, que apresenta altos índices de reincidência e condições precárias. Dessa forma, inserir jovens nesse sistema carcerário pode agravar ainda mais o problema, ao invés de solucioná-lo, contribuindo para a perpetuação da violência. Portanto, torna-se evidente que a redução da maioridade penal não é a medida mais eficaz para enfrentar a criminalidade juvenil no Brasil. Assim, cabe ao Estado, por meio da ampliação de investimentos em educação, assistência social e programas de inclusão, fortalecer o sistema socioeducativo, garantindo sua efetiva aplicação. Ademais, é fundamental que a sociedade civil participe desse processo, promovendo a conscientização sobre a importância da ressocialização, a fim de reduzir a violência e construir uma sociedade mais justa e segura.

Feedback da correção

O texto defende que a redução da maioridade penal não é a solução, argumentando que a raiz do problema reside na desigualdade social e na falha de políticas públicas. A autora enfatiza a importância da ressocialização via sistema socioeducativo em vez do encarceramento.

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