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Redação corrigida

Caminhos para melhorar a mobilidade urbana no Brasil

Redação nota 960 sobre Caminhos para melhorar a mobilidade urbana no Brasil 960

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Parabéns! Seu domínio da norma culta é excelente. O texto não apresenta desvios gramaticais ou de estrutura sintática, demonstrando um controle muito refinado da escrita formal exigida pelo ENEM.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você compreendeu o tema perfeitamente e aplicou repertórios legitimados e produtivos (Aristóteles e Chaplin). A estrutura dissertativa está completa e muito bem organizada, cumprindo todos os requisitos de excelência desta competência.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    O projeto de texto é estratégico e muito bem executado. Você selecionou e organizou as informações de forma lógica, aprofundando os argumentos sem deixar lacunas, o que demonstra grande capacidade de autoria.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    O uso de operadores argumentativos entre e dentro dos parágrafos é exemplar. Você utilizou uma variedade rica de conectivos, sem repetições viciosas, garantindo uma coesão impecável do início ao fim do texto.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    Você apresentou uma proposta completa, porém a nota foi ajustada para 160 pois o detalhamento, embora presente, poderia ser mais específico em relação a um dos elementos. Você tem 4 elementos claros: agente, ação, meio e efeito.

Texto da redação

No filme “Tempos Modernos”, Charles Chaplin retrata uma sociedade marcada pelo ritmo acelerado da industrialização e pela desumanização da vida cotidiana. Fora da ficção, o Brasil contemporâneo também enfrenta problemas decorrentes de um modelo urbano desorganizado, no qual milhões de pessoas perdem horas em deslocamentos cansativos, inseguros e pouco eficientes. Nesse contexto, a mobilidade urbana brasileira é prejudicada pela precariedade do transporte público e pela falta de planejamento das cidades, o que exige ações efetivas do poder público. Em primeiro lugar, é importante destacar que a má qualidade do transporte coletivo intensifica as desigualdades sociais. O filósofo Aristóteles defendia que a política deveria buscar o bem comum; entretanto, quando ônibus, metrôs e trens são insuficientes, caros ou superlotados, grande parte da população tem seu direito de acesso ao trabalho, à educação e à saúde dificultado. Assim, a mobilidade deixa de ser apenas uma questão de trânsito e passa a ser também um problema social, pois afeta principalmente os cidadãos de baixa renda, que dependem diariamente do transporte público. Além disso, a priorização histórica dos automóveis individuais contribui para o agravamento dos congestionamentos e da poluição. No filme “Carros”, embora de forma lúdica, percebe-se a valorização excessiva dos veículos e da velocidade, algo que também se reflete nas cidades brasileiras, construídas muitas vezes para carros e não para pessoas. Essa lógica provoca aumento do trânsito, emissão de gases poluentes e exclusão de pedestres, ciclistas, idosos e pessoas com deficiência, que encontram calçadas ruins, poucas ciclovias e baixa acessibilidade. Portanto, para melhorar a mobilidade urbana no Brasil, é necessário que o Ministério das Cidades, em parceria com prefeituras e governos estaduais, amplie os investimentos em transporte público de qualidade, por meio da renovação de frotas, criação de corredores exclusivos para ônibus, integração entre diferentes meios de transporte e redução do valor das passagens. Além disso, as prefeituras devem construir ciclovias, reformar calçadas e garantir acessibilidade nos espaços urbanos. Dessa forma, será possível promover uma mobilidade mais justa, sustentável e eficiente, aproximando a cidade do ideal aristotélico de bem comum.

Feedback da correção

O texto defende a melhoria da mobilidade urbana através do investimento estatal em transporte público e planejamento focado na acessibilidade, utilizando o filme 'Tempos Modernos' e a filosofia aristotélica como base para criticar a desumanização e a desigualdade no sistema atual.

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