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Redação corrigida

As perspectivas de participação feminina na política no Brasil.

Redação nota 880 sobre As perspectivas de participação feminina na política no Brasil. 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Seu texto apresenta uma excelente estrutura sintática e não foram identificados desvios gramaticais. A norma culta foi respeitada em todo o percurso. Continue mantendo esse cuidado na pontuação e na concordância, pois é um diferencial importante.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você compreendeu perfeitamente o tema, abordando tanto o machismo quanto a questão partidária. O uso de repertórios como Simone de Beauvoir e Pierre Bourdieu foi legitimado, pertinente e muito produtivo para a sua argumentação.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e as informações estão bem organizadas. O desenvolvimento dos argumentos é claro, embora possa haver um aprofundamento ainda maior em como a desigualdade se reflete numericamente no poder.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bons operadores argumentativos, como "Ademais" e "Portanto". Para alcançar a nota máxima, tente variar um pouco mais os conectivos intraparágrafo, evitando repetições e trazendo maior diversidade ao vocabulário coesivo.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    Sua proposta de intervenção está muito boa! Você apresentou agente, ação, meio e efeito. Faltou um detalhamento mais específico para fechar os 5 elementos e garantir os 200 pontos. Lembre-se: o detalhamento é uma informação extra sobre um dos elementos.

Texto da redação

Em sua obra "Segundo Sexo" Simone Beauvoir afirma que "não se nasce mulher, torna-se mulher", expondo que gênero é uma construção social que limita a figura feminina ao ambiente doméstico. No Brasil, essa herança patriarcal se propaga diretamente nas espectivas de participação feminina no poder. Desse modo, torna-se imperativo analisar o machismo estrutural enraizado na sociedade e a negligência dos partidos no financiamento de campanhas. Diante desse cenário, cabe averiguar como o machismo estrutural enraizado na população atua como forte obstáculo à liderança feminina. Sob a ótica do sociólogo Pierre Bourdieu, a "violência simbólica" ocorre quando opressões e desigualdades históricas são naturalizadas e culturalmente aceitas. Semelhantemente, percebe-se esse fenômeno no Brasil ao perceber que a política ainda é vista, pelo senso comum, como um domínio essencialmente masculino, perpetuando o estigma que a mulher pertence apenas à esfera privada. Ademais, a negligência partidária no financiamento de campanhas aprofunda essa exclusão. Embora a lei de cotas determine 30% de candidaturas femininas, os partidos frequentemente burlam a norma com candidaturas "laranjas". Assim os recursos do fundo eleitoral são direcionados majoritariamente aos homens. Desse modo, as mulheres ficam sem suporte financeiro real o que reduz suas chances de vitória e perpetua a desigualdade. Portanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deve criar canais específicos para denunciar a violência política de gênero, por meio de aplicativos e ouvidorias especializadas, oferecendo suporte jurídico gratuito às candidatas, a fim de garantir campanhas seguras. Assim a equidade será alcançada, superando o cenário de Simone de Beauvoir.

Feedback da correção

O texto analisa a sub-representação feminina na política brasileira, articulando o machismo estrutural e a negligência partidária. A autora utiliza Simone de Beauvoir e Bourdieu para fundamentar a tese e propõe ao TSE a criação de canais de denúncia e suporte jurídico.

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