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Redação corrigida

Efeitos da pobreza menstrual na educação de adolescentes brasileiras

Redação nota 880 sobre Efeitos da pobreza menstrual na educação de adolescentes brasileiras 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você escreve muito bem, mas houve pequenos deslizes na grafia de nomes próprios (Schwarcz, Luckmann). Além disso, evite frases prolixas como 'têm como objetivo'. Com atenção a esses detalhes, você chegará facilmente aos 200 pontos na norma culta.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Excelente! Você abordou o tema completamente, seguiu a estrutura dissertativa e trouxe repertórios legitimados, pertinentes e aplicados de forma muito produtiva ao longo de todo o texto. Continue assim!

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e bem organizado. O desenvolvimento dos argumentos apresenta clareza e autoria, mas pode ser ainda mais aprofundado com exemplos práticos mais específicos para atingir a nota máxima.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    Parabéns! Você utilizou operadores argumentativos de forma excelente tanto entre os parágrafos quanto dentro deles, garantindo uma coesão impecável. Não houve repetições vocabulares que prejudicassem a leitura.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    Sua proposta de intervenção está muito boa! Você apresentou o agente, a ação, o meio, o efeito e um detalhamento. A nota não foi 200 apenas por pequenos ajustes na precisão dos elementos, mas você está no caminho certo.

Texto da redação

Conforme defende Simone de Beauvoir em "O Segundo Sexo", as desigualdades enfrentadas pelas mulheres são construções sociais. De maneira análoga, a realidade brasileira se assemelha à percepção da filósofa, uma vez que a pobreza menstrual na educação de adolescentes brasileiras, evidencia disparidades de gênero persistentes. Logo, tal problemática é agravada tanto pela omissão do poder público quanto pela negligência familiar frente aos impactos da exclusão menstrual na trajetória educacional das jovens. Diante desse cenário, a baixa prioridade conferida à vulnerabilidade menstrual pelo Estado configura-se como causa latente do problema. A esse respeito, a antropóloga Lilia Schwarcz denuncia que o país adota uma "política de eufemismos", ou seja, suaviza problemas estruturais em vez de enfrentá-los com ações concretas. Nesse sentido, a percepção da antropóloga se aplica à realidade nacional, visto que o Estado não atribui a devida importância aos efeitos da pobreza menstrual na formação escolar da juventude feminina. O poder público falha ao ter políticas públicas insuficientes, como o Programa Dignidade menstrual, que não alcança a todas as adolescentes, principalmente as residentes de periferias. Consequentemente, isso compromete o aprendizado, pois as meninas, na falta de absorventes, podem evadir da escola. Urge então, a necessidade de mudar esse cenário. Ademais, a negligência familiar também dificulta a eliminação da privação de higiene menstrual no ambiente escolar. Nesse contexto, segundo o conceito de Socialização Primária, dos sociólogos Peter Berger e Thomas Luckmann, a família é a primeira instituição responsável pela formação do indivíduo. Entretanto, esse papel é frequentemente negligenciado, tendo em vista que muitos responsáveis não dialogam com suas filhas em relação à menstruação, muitas meninas crescem sem receber informações básicas sobre higiene menstrual, o que resulta em jovens desinformadas e inseguras. Assim, enquanto essa negligência persistir, milhares de estudantes continuarão privadas de seus direitos básicos. Portanto, infere-se a necessidade de enfrentar os efeitos da pobreza menstrual na educação de adolescentes brasileiras. Dessa forma, cabe ao governo federal - enquanto instância máxima de administração executiva - por meio de verbas públicas, não só investir na criação de um programa que garanta absorventes para toda a juventude feminina, mas também em palestras nas escolas, com especialistas, voltadas para os pais aprenderem mais sobre a importância dos cuidados menstruais. Tais medidas têm como objetivo ampliar o acesso aos recursos necessários para o período menstrual e incentivar os pais a conversarem com suas filhas para ajudá-las.

Feedback da correção

O texto aborda a pobreza menstrual como um problema estrutural, destacando a negligência do Estado e das famílias. A autora propõe intervenções focadas na distribuição de insumos e educação familiar para assegurar o direito à educação das adolescentes.

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