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Redação corrigida

Caminhos para combater o racismo ambiental no Brasil

Redação nota 880 sobre Caminhos para combater o racismo ambiental no Brasil 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Seu texto apresenta uma excelente estrutura sintática e gramatical. Não foram identificados desvios significativos que prejudicassem a fluidez da leitura. Parabéns pela escrita cuidadosa e correta!

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você compreendeu perfeitamente o tema e a tipologia dissertativa. Os repertórios utilizados foram legitimados, pertinentes e aplicados de forma produtiva ao longo da discussão. Excelente domínio do assunto!

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é claro e bem organizado. Os argumentos estão bem desenvolvidos, mas há espaço para um aprofundamento maior na análise crítica das causas do problema.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    O uso de conectivos está adequado, mas você pode variar mais as escolhas lexicais. A coesão entre parágrafos está bem estabelecida, mantendo o fluxo lógico das suas ideias.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    A proposta está bem montada. Identifiquei agente, ação, meio e efeito, mas faltou um detalhamento mais aprofundado sobre algum desses elementos para atingir a nota máxima.

Texto da redação

A música "A Carne", de Elza Soares, denuncia que a carne mais barata do mercado é a carne negra, trazendo uma crítica ao racismo estrutural e ambiental. Desse modo, o racismo ambiental no Brasil ocorre porque processos como a gentrificação e a falta de acesso a oportunidades recaem principalmente em pessoas vulneráveis e marginalizadas. Uma vez que essas pessoas são invisibilizadas e excluídas, ocorre a desvalorização dessa parcela da população, agravando as consequências do racismo ambiental no Brasil. Em primeiro plano, vale ressaltar que o fenômeno da gentrificação causa um agravamento nessa problemática. Nessa perspectiva, a obra "Quarto de Despejo", de Carolina Maria de Jesus, retrata a vida de pessoas que vivem em periferias e sofrem com a falta de acesso a serviços básicos e condições de vida degradantes. Corroborando essa ideia, cidadãos removidos das regiões centrais para locais afastados sofrem com a falta de saneamento básico e de moradia digna, visto que não há políticas públicas eficazes nem serviços públicos de qualidade para levar esses recursos às áreas mais afastadas. Consequentemente, essa população não consegue permanecer nas áreas privilegiadas e migra para regiões periféricas, devido às suas vulnerabilidades econômicas. Ademais, a falta de oportunidades e de acesso a melhores condições de vida perpetua o racismo ambiental. Diante desse cenário, a música "Construção", de Chico Buarque, evidencia a jornada exaustiva de um trabalhador. Nesse sentido, a falta de oportunidades de trabalho nas periferias e os empregos com baixa remuneração e condições precárias trazem desgaste físico e emocional, uma vez que são direcionados a trabalhos muito distantes de suas casas e que exigem esforço físico excessivo. Isso gera consequências não apenas para a saúde, mas também para o desempenho intelectual, já que essas condições não permitem tempo para os estudos. Urge, portanto, a adoção de medidas para combater o racismo ambiental. Logo, cabe ao Poder Executivo criar políticas públicas para levar recursos básicos às áreas periféricas, melhorando o saneamento básico e investindo na mobilidade urbana. Além disso, o Ministério do Trabalho, juntamente com o Ministério da Educação, deve implementar programas de qualificação profissional e incentivar a abertura de empregos nessas regiões, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida e ampliar o acesso a oportunidades, promovendo uma sociedade mais igualitária.

Feedback da correção

O aluno analisa o racismo ambiental através da gentrificação e da exclusão econômica, utilizando referências culturais para sustentar a tese de que o Estado falha ao não levar infraestrutura às periferias.

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