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Redação corrigida

Caminhos para combater o racismo ambiental no Brasil

Redação nota 880 sobre Caminhos para combater o racismo ambiental no Brasil 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você domina a norma culta, com poucos deslizes gramaticais. A estrutura sintática é boa, mas pode ser mais fluida. Continue atento a pequenos erros de digitação e concordância em frases muito extensas.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Excelente uso de repertório sociocultural. Você trouxe 'Parasita', Marilena Chauí e Victor Hugo de maneira produtiva e pertinente, articulando-os muito bem ao tema proposto. A abordagem do tema foi completa.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e bem articulado. Os argumentos são coerentes com a tese, embora um maior aprofundamento crítico em alguns pontos possa elevar ainda mais sua nota no futuro.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    O uso de conectivos é satisfatório e garante a coesão entre os parágrafos. Para chegar aos 200, tente variar mais o repertório de conectivos intraparágrafo e evite repetições desnecessárias de palavras.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 200 pontos

    Parabéns! Sua proposta contém agente, ação, meio, efeito e detalhamento. Todos os 5 elementos obrigatórios estão presentes e bem definidos, garantindo a nota máxima nesta competência.

Texto da redação

O filme "Parasita", exibido pela plataforma Netflix, expõe a situação ambiental de moradia de perifericos que vivem sob o risco de doenças à saúde, enchentes e poluição à realidade, o que está sendo exibido na obra cinematográfica também ocorre que há o difícil combate ao racismo ambiental na realidade das favelas e periferias. Logo, esse problema tem como causas a ineficiência do Estado e a desigualdade social. A princípio, vale ressaltar a omissão estatal como um dos motivos do difícil combate ao racismo ambiental no Brasil. Com base nisso, Marilena Chauí, importante filósofa, diz que a democracia é a atividade criadora dos cidadãos e aparece em sua forma quando existe igualdade, liberdade e participação. Entretanto, a máquina pública não garante à população seus direitos sociais, posto que uma grande parcela da sociedade está à mercê de enfermidades, poluição ambiental e deslizamentos por falta de digna moradia e a ausência de políticas públicas que cessem o demandado mínimo no que se diz a saúde populacional. Como consequência, essa minoria permanece exposta a problemas econômicos e ambientais sem que haja resolução. Somado a isso, é cabível destacar a desigualdade social como outro fator do difícil combate ao racismo ambiental no Brasil. Diante disso, Victor Hugo, romancista e poeta, disse que "O progresso roda constantemente sobre duas engrenagens. Faz andar uma, esmagando sempre alguém". Partindo desse campo de visão, a disparidade socioeconômica é nitidamente um agravante para esse óbice, dado que existe uma má distribuição de recursos na sociedade, o que ocasiona um povo com menor acesso a água e solo fértil. Como decorrência, habitantes continuam inseguros pela falta de estabilidade em suas moradias. É preciso, portanto, que o difícil combate ao racismo tenha um fim. Para isso, cabe ao Poder Executivo, de maneira intersetorial, implementar políticas públicas de infraestrutura urbana, saneamento e habitação segura, a fim de que as minorias vulneravelmente ao racismo ambiental tenham uma vida digna de respeito e proteção. Assim, é dever do Poder Público promover justiça climática por meio da rede de favelas, com prioridade às favelas e periferias, focando na ampliação da infraestrutura comunitária, vizando mitigar a vulnerabilidade social das comunidades. Com isso, o ciclo no filme "Parasita" não será replicado na realidade da nação.

Feedback da correção

O texto aborda o racismo ambiental utilizando o filme 'Parasita' como metáfora para a precariedade habitacional. A argumentação foca na omissão estatal e na desigualdade socioeconômica como causas estruturais, propondo intervenções focadas no Poder Executivo e na infraestrutura urbana.

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