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Redação corrigida

Caminhos para combater o racismo ambiental no Brasil

Redação nota 880 sobre Caminhos para combater o racismo ambiental no Brasil 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você domina a norma culta, mas cometeu deslizes pontuais como 'à uma' e 'À princípio'. Esses erros de crase e o pequeno erro ortográfico impediram a nota 200. Atenção redobrada na revisão final para garantir a perfeição.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Excelente! Você abordou o tema de forma completa, estruturou bem as três partes do texto e usou repertórios legitimados, pertinentes e muito bem articulados com a sua argumentação. Parabéns pela maturidade no uso dos conceitos.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e muito bem desenvolvido. As informações estão organizadas de forma lógica e você demonstra autoria ao conectar as ideias de Hobbes e Djamila com o problema central de forma clara.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    O uso de conectivos é excelente, tanto no início dos parágrafos quanto dentro deles. Você evita repetições excessivas e garante que as ideias fluam de maneira natural e coesa. Continue com essa excelente prática de escrita.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    Você apresentou propostas interessantes, mas na contagem de elementos, faltou um detalhamento mais profundo em um dos agentes para atingir os 200 pontos. Reforce o detalhamento das ações para garantir a pontuação máxima no futuro.

Texto da redação

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico de maior importância no Brasil, garante um rol de garantias fundamentais aos cidadãos brasileiros, dentre eles o direito à uma moradia digna. Entretanto, essa prerrogativa não é de fato efetivada, visto que muitos indivíduos vulneráveis ainda sofrem com as consequências causadas pelo racismo ambiental no país. Dessa forma, a ineficiência estatal e o silêncio da população são os principais agravantes do racismo ambiental no Brasil. À princípio, a negligência governamental é um dos principais empecilhos no combate aos impactos do racismo ambiental sobre populações vulneráveis no Brasil. Nesse contexto, Thomas Hobbes, importante filósofo inglês, defendia que o Estado deveria garantir o bem-estar social. Entretanto, a máquina administrativa rompe com a teoria de Hobbes, visto que é ineficaz na criação de políticas públicas eficazes para a diminuição das consequências causadas pela desigualdade socioambiental das populações mais vulneráveis e marginalizadas. Dessa forma, é imprescindível que o Estado realize medidas para diminuir os efeitos causados pelo racismo ambiental no país. Ademais, o silêncio da população também é um obstáculo no enfrentamento dos impactos do racismo ambiental sobre populações vulneráveis no Brasil. Nesse sentido, Djamila Ribeiro, filósofa brasileira, defende que um problema será resolvido somente se for tirado da invisibilidade. Contudo, seja porque não são culturalizadas nas escolas, seja porque raramente os veículos midiáticos debatem sobre essa problemáticas, as pessoas se tornam totalmente indiferentes aos impactos do racismo ambiental no Brasil. Portanto, para que o racismo ambiental deixe de ser uma realidade silenciada no Brasil, é fundamental que medidas concretas sejam adotadas. Nesse sentido, o Estado, como agente garantidor dos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988, deve elaborar políticas públicas voltadas à proteção socioambiental das comunidades vulneráveis, por meio da destinação de verbas específicas para saneamento básico, habitação digna e fiscalização ambiental nessas regiões, a fim de cumprir com o pacto social defendido por Hobbes. Paralelamente, o Ministério da Educação deve incluir o debate sobre racismo ambiental nos currículos da educação básica, por intermédio da reformulação das diretrizes curriculares nacionais, com o propósito de formar cidadãos conscientes e capazes de romper com o silêncio que perpetua essa injustiça.

Feedback da correção

O aluno analisa o racismo ambiental sob a perspectiva da omissão estatal e da invisibilidade social, utilizando Hobbes e Djamila Ribeiro para fundamentar a necessidade de políticas públicas e conscientização educacional.

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