myMentor — Correção com IA para ENEM e Concursos

O myMentor é uma plataforma de correção com IA para redação ENEM e discursiva de concursos. Receba nota por competência ou critério da banca, diagnóstico personalizado e plano de evolução. Comece grátis.

FAUGT DEVELOPMENT LTDA — CNPJ 44.501.136/0001-50

O myMentor não possui vínculo oficial com o INEP, ENEM, bancas examinadoras ou órgãos governamentais.

Redação corrigida

Caminhos para combater o racismo ambiental no Brasil

Redação nota 880 sobre Caminhos para combater o racismo ambiental no Brasil 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você domina a norma culta, mas cometeu um erro de ortografia no nome da filósofa. O texto está bem escrito, mas precisa de atenção redobrada na revisão final para evitar deslizes simples.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    A abordagem do tema foi completa e você utilizou repertórios legitimados, pertinentes e produtivos. O projeto de texto está bem estruturado e atende perfeitamente ao gênero dissertativo-argumentativo.

  • Competência 3 — argumentação: 160 pontos

    Seus argumentos são bons, mas a autoria pode ser mais explorada. O projeto de texto é claro, porém falta um pouco de aprofundamento crítico para atingir a nota máxima.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    O uso de conectivos é bom, mas há repetição de estruturas. Para chegar aos 200, tente variar mais os operadores argumentativos e evitar o uso excessivo de termos idênticos entre os parágrafos.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 200 pontos

    Proposta de intervenção nota 10! Todos os 5 elementos (agente, ação, meio, efeito e detalhamento) estão presentes e bem articulados. Nada a corrigir aqui, continue com esse padrão.

Texto da redação

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico de maior hierarquia no Brasil, garante a todos os cidadãos brasileiros um rol de garantias fundamentais, dentre elas o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado no artigo 225. Entretanto, essa prerrogativa não é de fato efetivada, visto que muitas comunidades sofrem com os abalos causados pelo racismo ambiental no país. Nesse contexto, a negligência estatal e o silenciamento midiático são entraves que corroboram para a continuação desse cenário. A princípio, a insuficiência governamental é um dos principais empecilhos em relação aos impactos causados pelo racismo ambiental no país. Sob essa ótica, o geógrafo brasileiro Milton Santos defende que as sociedades periféricas vivem uma cidadania mutilada, uma vez que o acesso pleno a direitos constitucionais é negado a certos grupos sociais. A máquina pública é insuficiente na formulação e na implementação de políticas públicas capazes de mitigar os efeitos causados pela desigualdade socioambiental, que atinge sobretudo, comunidades periféricas, indígenas e quilombolas. Como consequência, essas populações ficam mais expostas a deslizamentos, enchentes, poluição e precarização de serviços básicos. Desse modo, o Governo deverá tomar medidas para reduzir a exclusão socioambiental. Ademais, o silêncio da população é também um dos obstáculos contra a exclusão territorial. Nesse contexto, a filósofa Djamila Ribeiro afirma que para um problema ser resolvido, ele precisa deixar de ser invisibilizado. Contudo, seja pela falta de abordagem sobre a temática nas instituições de ensino, seja pela escassa cobertura midiática, os indivíduos tendem a naturalizar essa realidade, o que colabora com o descaso do poder público e acaba dificultando na adoção de medidas para diminuir os efeitos causados pelo racismo ambiental no país. Portanto, é inegável que intervenções devem ser feitas para reduzir os impactos da injustiça socioambiental no país. Para tanto, o Ministério da Igualdade Racial, em articulação com os Ministérios das Cidades e dos Povos Indígenas, deve instituir o Plano Nacional de Proteção às Populações Vulneráveis ao Clima. Essa iniciativa deve ser realizada por meio da destinação de verbas específicas para a infraestrutura urbana periférica e para a fiscalização rígida de territórios tradicionais, visando proteger, de forma conjunta, a integridade de indígenas, quilombolas e moradores de favelas. Além disso, o Governo em conjunto com as mídias sociais deverá promover campanhas de conscientização sobre a exclusão socioambiental. Como efeito, o Estado brasileiro garantirá a justiça climática e o direito à vida digna para os grupos historicamente marginalizados.

Feedback da correção

O texto aborda o racismo ambiental destacando a insuficiência governamental e o silenciamento midiático. A argumentação utiliza Milton Santos e Djamila Ribeiro para defender a necessidade de políticas públicas específicas e maior conscientização social.

Tema relacionado

Caminhos para combater o racismo ambiental no Brasil