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Redação corrigida

O papel das instituições na valorização da diversidade cultural.

Redação nota 880 sobre O papel das instituições na valorização da diversidade cultural. 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Seu domínio da norma culta é excelente. O texto não apresenta desvios gramaticais significativos, demonstrando um ótimo controle sobre a estrutura sintática e a pontuação, o que garante a nota máxima nesta competência.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você abordou o tema de forma completa e estruturou o texto com excelência. O uso de repertórios legitimados (Woolf, Aristóteles, Djamila Ribeiro) foi pertinente e, acima de tudo, produtivo, integrando-os perfeitamente à sua argumentação.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e muito bem executado. As informações estão organizadas de forma lógica, com argumentos aprofundados e autorais, sem lacunas, o que demonstra um excelente nível de autoria e clareza.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bons operadores argumentativos, mas ainda há espaço para ampliar a variedade de conectivos intraparágrafos para evitar pequenas repetições. Com mais diversidade, você garantirá os 200 pontos aqui também.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    Você apresentou o agente, a ação, o meio e o efeito, totalizando 4 elementos. Faltou um detalhamento mais específico para algum dos componentes da proposta para alcançar a nota máxima de 200 pontos.

Texto da redação

Segundo Virginia Woolf, em 'Um Teto Todo Seu', a garantia de autonomia para qualquer indivíduo é frequentemente cerceada na conjuntura sociopolítica vigente. De forma análoga, a valorização desigual da diversidade cultural no Brasil demonstra que o perfil socioeconômico do indivíduo influência o enaltecimento de sua arte. Acerca dessa conjuntura, a manutenção de tal óbice decorre de dois fatores principais: a negligência governamental na gestão de políticas públicas e a passividade ética populacional. A princípio, é nítido que artistas que possuem grande poder aquisitivo recebem maiores oportunidades e recursos do Estado. Sob tal égide, consoante a tese de Isonomia aristotélica, a justiça plena é atingida por meio do tratamento equânime dos cidadãos, respeitando-se a proporcionalidade de suas respectivas vulnerabilidades. Por conseguinte, a ausência de atenção ao desenvolvimento de políticas que incluam organizações culturais periféricas contradiz o pensamento aristotélico. Consequentemente, enquanto tal desigualdade cultural se mantiver, o Brasil perpetuará um grave impasse social: o retrocesso. Outrossim, é fundamental pontuar que a passividade ética populacional impede o enfrentamento desse imbróglio. Nesse aspecto, conforme a filósofa Djamila Ribeiro, para atuar sob uma causa, é necessário, antes de tudo, tirá-la da invisibilidade. Com isso, a coletividade habitualmente adquire artes que estão visíveis em ambientes centrais, desvalorizando criadores que não dispõem desses espaços e perpetuando a invisibilidade desses indivíduos. Dessarte, tal entrave inviabiliza o pleno exercício de direitos fundamentais e fustiga a harmonia social. Assim, para que essa problemática possa ser minimizada, ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania -- instância governamental incumbida de zelar pela dignidade e pelo reconhecimento de todos os grupos sociais -- compete agir de forma efetiva. Para isso, cabe implementar programas em centros urbanos que sejam divulgados pelo Estado por meio de políticas públicas que garantam investimentos nessa área. Com tal fito, essa iniciativa teria a finalidade de garantir dignidade ao trabalho artístico, além de promover o incentivo da sociedade considerada vulnerável às artes. Com essas medidas, o Brasil poderá finalmente alterar essa realidade de negligência e consolidar o bem-estar coletivo.

Feedback da correção

O texto defende a necessidade de maior investimento público e conscientização social para combater a desigualdade no acesso à cultura, utilizando repertórios filosóficos para embasar a tese de negligência governamental e passividade ética.

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