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Redação corrigida

Os desafios para a valorização da herança africana no Brasil

Redação nota 880 sobre Os desafios para a valorização da herança africana no Brasil 880

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você tem um ótimo domínio da norma culta, mas cometeu deslizes ortográficos como 'remenescentes' e 'construíu'. Esses erros pontuais impediram a nota máxima, mas sua estrutura sintática é muito sólida e bem construída.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Excelente! Você abordou o tema completamente, utilizou repertórios legitimados como Jorge Ben Jor e as civilizações africanas, e manteve a estrutura dissertativa-argumentativa perfeita. O uso produtivo dos repertórios foi o ponto alto desta competência.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    Seu projeto de texto é estratégico e muito claro. Você selecionou e organizou as informações de forma que o leitor entenda perfeitamente a sua linha de raciocínio. Os argumentos são aprofundados e demonstram autoria e maturidade.

  • Competência 4 — coesão textual: 200 pontos

    Parabéns! Você utilizou conectivos variados tanto entre os parágrafos quanto dentro deles, garantindo uma coesão impecável. Não houve repetições viciosas, o que mostra um vocabulário rico e bem aplicado durante todo o texto.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 120 pontos

    Sua proposta de intervenção tem agente, ação, meio e efeito, mas faltou um detalhamento mais específico para tornar a proposta impecável. A nota foi reduzida pela falta de um dos elementos obrigatórios no detalhamento da ação.

Texto da redação

A música "Zumbi" de Jorge Ben Jor, ao celebrar a resistência de Zumbi dos Palmares, retrata a participação africana na formação social e econômica do Brasil. No entanto, a valorização da herança afro, a qual a obra musical se pauta, ainda sofre desafios no corpo social brasileiro. Dentre eles, é possível citar a vulnerabilidade dos quilombos e a lacuna educacional quanto o ensino da história desses povos. Em primeira análise, é fulcral perceber que a falta de proteção às terras quilombolas - principais abrigos da ancestralidade afro no Brasil - é um entrave para o reconhecimento de sua cultura. Nesse contexto, a comunidade Kedi em Porto Alegre exemplifica essa situação, pois é alvo de especulações imobiliárias que buscam a sua desocupação. Sob esse prisma, tal tipo de desavença evidencia um desrespeito com as mãos que ergueram o país e que se instalaram nesses locais e dificulta que os seus legados ganhem o devido apreço. Por isso, faz-se necessário impedir as ameaças de desapropriação para que as vivências dos grupos ancestrais sejam mantidas e louvadas. Em segunda análise, é imperioso destacar que o ensino nacional traça a trajetória dos afrodescendentes de modo incompleto e favorece a continuidade da problemática. Nesse sentido, apesar de estar em vigência no a legislação que torna obrigatório o estudo da África nas escolas brasileiras, a metodologia em geral carece de um aprofundamento sobre as formas de sociedade, poder, cultura e religião das civilizações africanas, como Kush, Songhai e Iorubá. Além disso, sobrevive o costume colonizador de demonizar as práticas afro, algo que produz no Brasil um preconceito quanto aos esportes, festas e fés de origem externa. Em suma, torna-se perceptível o quão essencial é personalizar a educação brasileira para deixar os dogmas ocidentais que geram desvalor às contribuições negras. Em síntese, medidas devem ser tomadas para contornar os deslizes supracitados. Então, o Poder Legislativo deve garantir a segurança dos espaços afro remenescentes no Brasil, através da formulação de uma lei que proíba disputas territoriais com esses lugares, a fim de trazer ajuda ao passado afro-brasileiro. Ademais, o Ministério da Educação deve reformar o currículo de ensino africano nas salas de aula, exigindo análises que vão além da triste exploração que viveu a sua população. Com isso, o povo brasileiro visualizará que esse legado negro, o qual persiste em solo verde-amarelo, construíu o seu país com a mesma força mencionada por Jorge Ben Jor.

Feedback da correção

O texto defende que a desvalorização da cultura afro decorre da falta de proteção aos quilombos e da metodologia escolar incompleta, propondo ações governamentais para reverter esse cenário.

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