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Redação corrigida

A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Redação nota 760 sobre A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira 760

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 160 pontos

    Você escreve bem, mas houve alguns desvios gramaticais e de pontuação. Atenção ao uso de vírgulas em enumerações e à preferência por uma escrita mais direta, evitando expressões prolixas como 'com o objetivo de'.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 160 pontos

    O tema foi abordado, mas houve uma leve oscilação para o foco na infância. O repertório é pertinente, porém, para alcançar 200, é necessário que ele seja usado de forma mais produtiva e alinhada ao tema central.

  • Competência 3 — argumentação: 120 pontos

    O projeto de texto apresenta falhas, pois o foco inicial na infância dispersa a argumentação. É preciso aprofundar a relação entre os argumentos e a tese central para que o texto não fique apenas expositivo.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bons conectivos, mas a repetição de certas estruturas pode ser evitada. O uso de operadores argumentativos entre parágrafos está presente, o que garante uma boa coesão ao texto.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 160 pontos

    Identifiquei 4 elementos: Agente (MEC), Ação (implementar disciplinas), Meio (aulas e debates), Efeito (desconstrução cultural). Faltou um detalhamento mais específico para completar os 5 elementos necessários para os 200 pontos.

Texto da redação

O drama "É assim que acaba", aborda - por meio de vivências de Lily - um contexto no qual ela cresceu assistindo aos episódios de violência doméstica entre os pais e, enquanto adulta, vê o mesmo dilema agressivo em seu relacionamento com Ryle, trazendo diversos traumas de abusos psicológicos. Para além do enredo das telas de cinemas, na realidade social brasileira, muitas crianças enfrentam semelhantes desafios à manutenção da saúde mental, pelo fato de vivenciarem em um ambiente cercado de violência. Posto isso, é fundamental analisar a falha de garantia da proteção na infância e descanso público das autoridades diante da necessidade de tratamento psicológico para as menores vítimas de abusos. Nessa perspectiva, a persistência da violência contra a mulher é uma problemática que necessita ser analisada e combatida. Além dos danos físicos, as agressões psicológicas e verbais destroem a autoestima da vítima, desencadeando crises de pânico, depressão e, em casos extremos, o suicídio. Outro aspecto relevante é o silenciamento: muitas mulheres não denunciam o agressor pelo medo ou por dependência emocional ou financeira. Consequentemente, o Brasil apresenta altos índices de violência doméstica. Diante disso, embora legislações como a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e a Lei do Feminicídio busquem punir esses crimes, a continuidade dos casos mostra que a mudança cultural deve caminhar junto à mudança normativa. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, por meio da revisão diretrizes curriculares nacionais, implementar disciplinas obrigatórias sobre consentimento e igualdade de gênero desde o ensino fundamental. Essa meta deve ser realizada por meio de aulas dinâmicas e debates, com o objetivo de desconstruir, desde a infância, as representações culturais que naturalizam a dominação masculina sobre o corpo feminino.

Feedback da correção

O aluno aborda a violência contra a mulher relacionando-a a traumas psicológicos e falhas na proteção pública, utilizando o filme 'É assim que acaba' como repertório inicial e focando na necessidade de educação escolar para mudança cultural.

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