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Redação corrigida

Caminhos para combater a violência viária contra mulheres no Brasil

Redação nota 960 sobre Caminhos para combater a violência viária contra mulheres no Brasil 960

Notas por competência

  • Competência 1 — norma culta: 200 pontos

    Seu texto apresenta um domínio excelente da norma culta da língua portuguesa. Não foram identificados erros gramaticais ou de pontuação que comprometessem a leitura. A estrutura sintática é fluida, madura e muito bem construída.

  • Competência 2 — compreensão do tema: 200 pontos

    Você compreendeu perfeitamente o tema e desenvolveu o texto de forma completa. O uso dos repertórios de Drummond e Beauvoir foi legitimado, pertinente e, acima de tudo, produtivo para a argumentação apresentada.

  • Competência 3 — argumentação: 200 pontos

    O projeto de texto é estratégico e muito bem organizado. Suas informações e argumentos foram desenvolvidos com clareza e autoria, demonstrando um raciocínio lógico impecável do início ao fim da redação.

  • Competência 4 — coesão textual: 160 pontos

    Você utiliza bem os operadores argumentativos entre os parágrafos. Para alcançar a nota máxima, tente variar um pouco mais os conectivos intraparágrafo, evitando repetições e trazendo um vocabulário mais diversificado para ligar as orações.

  • Competência 5 — proposta de intervenção: 200 pontos

    Proposta de intervenção completa! Você apresentou os 5 elementos exigidos: agente (Ministério da Justiça/Educação), ação (ampliar fiscalização/conscientizar), meio (câmeras/policiamento/ações educativas), efeito (reduzir violência) e detalhamento.

Texto da redação

Carlos Drummond de Andrade, grande escritor brasileiro do modernismo, retrata, de modo figurado, em seu poema “No meio do caminho”, os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à questão da violência viária contra mulheres no Brasil, visto que milhares de brasileiras ainda enfrentam situações de assédio, intimidação e insegurança nos espaços de circulação pública. Dessa maneira, é notório que a problemática se desenvolve não só devido à insuficiência da fiscalização estatal, mas também à persistência da cultura machista na sociedade brasileira, diante desse quadro alarmante. Nessa perspectiva, é lícito postular a insuficiência da fiscalização estatal para combater o problema temático. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir a segurança dos cidadãos. Entretanto, isso não ocorre plenamente no Brasil. Por conseguinte, a ausência de monitoramento adequado em transportes públicos e vias urbanas dificulta a identificação e a punição dos agressores, aumentando a sensação de impunidade. Assim, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. Além disso, a cultura machista também pode ser apontada como promotora desse revés. De acordo com a socióloga francesa Simone de Beauvoir, a desigualdade entre homens e mulheres é construída socialmente. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a naturalização de comportamentos desrespeitosos e da objetificação feminina contribui para a ocorrência de agressões e assédios em ambientes públicos. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a cultura machista contribui para a perpetuação desse cenário caótico. É essencial, portanto, a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Para tanto, cabe ao Ministério da Justiça - responsável por garantir a segurança pública e a proteção dos direitos dos cidadãos- ampliar a fiscalização e os mecanismos de segurança nos transportes e vias públicas, por meio da instalação de câmeras e do aumento do policiamento especializado, e ao Ministério da Educação promover campanhas de conscientização sobre respeito às mulheres, mediante ações educativas nas escolas e nos meios de comunicação, com o objetivo de reduzir os casos de violência e garantir a segurança feminina. Assim, tirando as pedras do meio do caminho, construir-se-á um país mais democrático.

Feedback da correção

O aluno analisa a violência viária contra mulheres, sustentando que o problema decorre da falha estatal na segurança e da cultura machista. Propõe como solução o fortalecimento da fiscalização pelo Ministério da Justiça e campanhas de conscientização pelo Ministério da Educação.

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